Um vazamento massivo de dados expôs informações detalhadas de mais de 41 mil profissionais ligados a agências federais de controle de fronteiras e deportações nos Estados Unidos. A base de dados compreende registros de servidores e prestadores de serviço associados ao Departamento de Segurança Interna (DHS).
Impacto nas agências de fronteira e inteligência
O material divulgado abrange aproximadamente 21 mil registros da Agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) e cerca de 7 mil vinculados ao Serviço de Imigração e Alfândega (ICE). Além de nomes, telefones, e-mails, endereços de escritórios e cargos, o arquivo expõe referências a grupos internos de trabalho, estruturas de comando e atribuições ligadas a operações de inteligência e vigilância.
Para brasileiros que vivem ou viajam para território norte-americano, as duas principais agências possuem funções distintas. O CBP gerencia o controle de entrada em aeroportos, portos e fronteiras terrestres, englobando também a Patrulha de Fronteira. Por sua vez, o ICE atua internamente no país com investigações, prisões, detenções e remoções de estrangeiros.
Origem do vazamento e posicionamento oficial
A publicação dos dados foi realizada pela organização Distributed Denial of Secrets (DDoSecrets) sob a alcunha “Icepick”, após uma reivindicação de autoria de um grupo autodenominado “Department of Peace”. A pesquisadora de segurança digital Maia Arson Crimew colaborou na estruturação de uma ferramenta voltada à consulta do conteúdo vazado.
O departamento reconheceu estar ciente de uma “possível violação” e afirmou que trabalha para enfrentar o problema e garantir a proteção de seus funcionários. A extensão do vazamento e a autenticidade de todos os registros, porém, ainda não foram confirmadas oficialmente.
Os responsáveis pela publicação sustentam que a medida visa possibilitar a identificação de agentes e o monitoramento das operações governamentais, servindo como apoio para apurações jornalísticas e pedidos de acesso a informações públicas.
Abrangência dos registros expostos
O escopo total da base de dados sofre variações conforme o critério de contagem. Ao englobar os registros do Homeland Security Investigations (HSI), divisão investigativa do ICE, o volume total associado à agência atinge cerca de 10 mil profissionais. O arquivo também engloba trabalhadores terceirizados e setores administrativos, estendendo-se ainda a órgãos como o Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS) e a Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura (CISA).
A última atualização identificada no documento remonta a 19 de agosto de 2026, embora a data exata da invasão permaneça indeterminada. Enquanto os responsáveis apontam falhas no sistema de autenticação Okta do DHS, a empresa declarou estar segura e não ter evidências de comprometimento de seus dados ou sistemas. Parte dos registros foi validada de forma autônoma, mas a verificação completa do material ainda não foi concluída.






