A retirada de parte da população de Oleshky, município localizado no sul da Ucrânia e atualmente ocupado por forças russas, teve início nesta sexta-feira (30), acompanhada pela entrega de suprimentos de assistência social, conforme relatado por um representante graduado da administração ucraniana.
Incerteza no número de desabrigados
A quantidade exata de residentes que pretendem se deslocar em direção a áreas administradas por Kiev permaneceu indefinida até a última atualização deste relatório, segundo declaração do primeiro-ministro ucraniano, Serhii Koretskyi. Inicialmente, o premiê havia mencionado a marca de 527 indivíduos, mas posteriormente recuou do dado.
“Não há números exatos neste momento. A operação de resgate está em andamento, e os dados estão mudando”, escreveu Koretskyi no Telegram.
Divergências sobre o destino dos civis
Simultaneamente, a gestão do presidente russo Vladimir Putin declarou que um grupo de habitantes que demonstrou interesse em sair da cidade expressou o desejo de migrar para a Rússia, divergindo da rota ucraniana. A administração de Volodymyr Zelensky ainda não havia emitido posicionamento a respeito dessa declaração até o fechamento desta matéria.
De acordo com a comissária russa para os direitos humanos, Yana Lantratova, encarregada de representar o Kremlin no município durante o período de pausa nos confrontos, os civis têm embarcado de forma progressiva em comboios voltados para ambas as direções.
“As pessoas que desejam viajar para a Federação Russa estão se reunindo aqui. Também há pessoas que desejam viajar para a Ucrânia. Todos terão a oportunidade de fazê-lo”, afirmou.
Contexto estratégico e trégua diplomática
Situada na margem oriental do Rio Dnipro, na província de Kherson, Oleshky fica diretamente oposta à cidade homônima, que permanece sob o domínio das forças de Kiev. O território tem sido ocupado pelas tropas de Moscou desde os estágios iniciais da ofensiva militar iniciada em fevereiro de 2022.
A pausa nos combates na localidade possui caráter pontual, não se estendendo a outras frentes de batalha do conflito ucraniano. A suspensão temporária das hostilidades foi articulada pelo papa Leão XIV em conjunto com a primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, tendo início na terça-feira. A administração norte-americana pontuou que o entendimento também alcança Kherson, metrópole vizinha.
Apesar de incidentes fatais envolvendo duas vítimas que acionaram artefatos explosivos deixados por militares russos na área, tanto Moscou quanto Kiev asseguram que o acordo de trégua, com término agendado para a próxima segunda-feira (2), tem sido cumprido.






