A apuração final das eleições legislativas em Israel, concluída na madrugada desta sexta-feira (30.oct.2026), confirmou a perda da maioria parlamentar no Knesset pelo bloco liderado pelo atual primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, filiado ao partido de direita Likud. Com o encerramento da contagem de votos, o grupo governista assegurou 53 cadeiras, enquanto a oposição somou 48 assentos e as legendas de lideranças árabes atingiram a marca inédita de 19 parlamentares eleitos.
Entenda o cenário político no Knesset Para governar a nação, que possui um parlamento unicameral de 120 lugares, qualquer coalizão precisa atingir o patamar mínimo de 61 deputados. Diante do impasse, as legendas iniciaram articulações nos bastidores para viabilizar alianças, enquanto Netanyahu permanece no comando como premiê interino até que uma nova administração seja consolidada.
O desafio das alianças partidárias O principal dilema envolve os partidos opositores, que centraram suas campanhas na tentativa de afastar Netanyahu do poder. Agora, essas siglas precisam definir se aceitam compor uma frente com os partidos árabes ou se recuam de promessas eleitorais para viabilizar um governo de unidade nacional ao lado do atual chefe de governo.
Manifestações populares e o cronograma oficial Em meio às tratativas, protestos reuniram centenas de cidadãos nas ruas para pressionar a oposição a se unir às legendas árabes, conforme relatado pela agência AP. Os dados oficiais ainda aguardam certificação para serem entregues em 4 de novembro ao presidente Isaac Herzog, que ficará responsável por indicar o político encarregado de montar o gabinete ministerial, com posse do novo parlamento marcada para 10 de novembro.
Acusações de fraude e investigações em curso Antes da divulgação definitiva dos números, o Likud alegou, sem apresentar evidências, que legendas árabes teriam manipulado o pleito com apoio do Qatar, governo que classificou a acusação como infundada. O ministro da Suprema Corte Noam Sohlberg solicitou apuração ao serviço de segurança Shin Bet após receber denúncias, embora o comitê eleitoral tenha reforçado que não há indícios de fraudes sistêmicas. Caso perca o cargo definitvamente, Netanyahu poderá enfrentar processos pendentes de corrupção e questionamentos sobre falhas de segurança relativas ao ataque do Hamas em 2023.






