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Perícia aponta ligações em celular de Vorcaro após prisão pela PF

Celular de Vorcaro registra ligações após prisão, diz perícia encomendada pela defesa

O celular do banqueiro Daniel Vorcaro registrou duas ligações pelo aplicativo WhatsApp após a sua prisão no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, ocorrida em 17 de novembro de 2025. A primeira chamada teve como destino o advogado Walfrido Warde, às 23h19, enquanto a segunda foi direcionada à então namorada do empresário, Martha Graeff, às 23h21, conforme dados apresentados ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela defesa do empresário.

Cronologia do iPhone 17 Pro Os registros foram descobertos pelo perito Marcos Monteiro, que atua como assistente técnico da defesa, durante a varredura nos dados extraídos do iPhone 17 Pro apreendido pela Polícia Federal.

O relatório aponta que o aparelho foi desbloqueado com senha às 23h19min27s. Sete segundos mais tarde, ocorreu a chamada para Walfrido Warde. A ligação para Martha Graeff aconteceu às 23h21min29s. No entanto, o documento não especifica se os destinatários atenderam às chamadas, a duração exata delas ou quem estava manuseando o dispositivo naquele momento.

Atividades e modo avião A análise detalha o comportamento do smartphone entre a noite da detenção e a madrugada seguinte. O telefone registrou bloqueio de tela às 22h28min32s e entrou em modo avião minutos depois, às 22h32min46s.

Essa configuração foi desativada às 23h18min57s, cerca de meio minuto antes do desbloqueio por senha que antecedeu as ligações. Logo após as chamadas, o aparelho voltou a ser bloqueado e registrou dois desbloqueios por biometria antes de reativar o modo avião. O relatório aponta ainda diversos acionamentos de tela e câmera frontal durante a madrugada, embora o perito ressalte que não é possível afirmar se houve intervenção humana deliberada.

Investigações e contestações da defesa O advogado Walfrido Warde aparece nas apurações sobre as conexões políticas de Vorcaro, com mensagens indicando sua atuação na aproximação do banqueiro com membros do governo federal. Por sua vez, Martha Graeff declarou anteriormente que não possui envolvimento com os negócios investigados.

Na petição protocolada junto ao STF, a defesa questiona o manuseio do dispositivo e alega ausência de documentos que comprovem a responsabilidade pelo aparelho entre a prisão e a perícia, exigindo acesso aos arquivos brutos. Em contrapartida, a Polícia Federal afirmou anteriormente que o material original segue preservado sob rigorosa cadeia de custódia.

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