Uma sessão legislativa na Armênia foi marcada por uma intensa pancadaria envolvendo legisladores governistas e da oposição, com direito a arremesso de objetos e transmissão ao vivo para todo o país nesta quinta-feira (29).
Como a confusão começou no plenário O tumulto teve início durante um discurso do deputado Taron Chakhoyan, integrante do partido governista Contrato Civil. O parlamentar utilizou a tribuna para acusar adversários políticos de corrupção e criticar falas polêmicas atribuídas a aliados do líder oposicionista Narek Karapetyan. A discussão verbal rapidamente escalou para agressões físicas diretas, com troca de socos, chutes e lançamento de água, garrafas e móveis.
Desdobramentos e intervenção da segurança O presidente da casa legislativa, Ruben Rubinyan, optou por não interromper a transmissão televisiva, permitindo que os eleitores acompanhassem o embate. Com a escalada da violência, a reunião foi paralisada por aproximadamente sessenta minutos. Mesmo com a suspensão, os ânimos continuaram exaltados nos corredores do prédio, onde agentes de segurança precisaram montar um cordão de isolamento. Uma equipe médica foi acionada ao local, e alguns políticos deixaram o recinto com vestimentas rasgadas e lesões visíveis.
Posicionamento do governo e da oposição O chefe de governo Nikol Pashinyan condenou a violência, mas defendeu a ração e disse que a atitude foi “proporcional”.
O primeiro-ministro ainda acrescentou: “Estar na oposição não significa que alguém possa se tornar insolente”.
Por sua vez, Taron Chakhoyan pediu desculpas aos cidadãos e classificou a atitude dos adversários como vandalismo, enquanto Narek Karapetyan definiu o episódio como um confronto masculino tradicional.






