O dólar opera em alta nesta sexta-feira (6), com um avanço de 0,24% perto das 10h15, cotado a R$ 5,5015. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, tinha ganhos de 0,09%, aos 166.346 pontos.
Impacto das techs e cenário fiscal
O mercado continua a avaliar o setor de tecnologia dos Estados Unidos, em meio a preocupações sobre os efeitos que a maioria democrata no Congresso americano pode ter na regulação do setor. Por aqui, o quadro fiscal continua no radar, conforme investidores e empresários aumentam a pressão por novos reajustes por parte do governo e seguem na expectativa pela política econômica do Lula 4.
O tombo dos papéis de tecnologia no mercado americano fica no centro das atenções. Na véspera, as ações do setor registraram forte queda, pressionando os principais índices de Wall Street. A preocupação é que a formação da maioria democrata no Congresso americano após as eleições de meio de mandato nos EUA possa trazer novas regras e limitar o crescimento do setor.
No Brasil, os temores com a piora das contas públicas continuam sob os holofotes. Na véspera, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que não há “fórmula mágica” para a economia brasileira e que o governo Lula vai “manter compromissos fiscais” e os feitos durante a campanha eleitoral no plano social. A fala ocorreu após uma reunião com o presidente Lula, ministros, ex-ministros e economistas.
Agenda de indicadores e reformas
Na agenda do dia, investidores acompanham o relatório de emprego dos EUA, o payroll. O relatório deve trazer novos sinais sobre o mercado de trabalho e a economia americana, além de reforçar expectativas sobre o futuro dos juros no país. Por aqui, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) deve divulgar o número revisado do PIB de 2024.
A reforma tributária e o fim da escala 6×1 também ficaram no foco. Nesta semana, o governo sinalizou a intenção de regulamentar o fim da 6×1 e indicou a redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas. Já na véspera, o governo publicou a Medida Provisória que estabelece as alíquotas do Imposto Seletivo, também conhecido como “imposto do pecado”, para 2027.
Desempenho de Wall Street e bolsas globais
Os principais índices de Wall Street fecharam em forte queda na última quinta-feira (5), pressionados pelas ações de empresas ligadas à inteligência artificial (IA). O movimento veio em meio ao temor de que a vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos resulte em regras mais rígidas para o setor e desacelere a expansão dos centros de dados no país.
O Nasdaq Composite, que concentra empresas de tecnologia, despencou 5,52%, para 24.315 pontos, na maior queda em um único dia desde abril de 2025. O S&P 500 recuou 4,36%, para 7.353,73 pontos, enquanto o Dow Jones caiu 3,44%, para 51.523,06 pontos. A onda de vendas eliminou cerca de US$ 3 trilhões (R$ 16,4 trilhões) em valor de mercado das empresas que compõem o S&P 500.
As chamadas “Sete Magníficas”, grupo que reúne algumas das maiores empresas de tecnologia dos Estados Unidos, como Nvidia, Meta, Alphabet e Microsoft, perderam aproximadamente US$ 800 bilhões (R$ 4,4 trilhões) em valor de mercado, montante superior ao Produto Interno Bruto (PIB) da Suécia.
Na Ásia, as ações da China e de Hong Kong caíram nesta sexta-feira, à medida que uma queda generalizada no setor de tecnologia nos Estados Unidos se espalhou pela Ásia e alimentou temores de que o boom da IA esteja perdendo força. O SSEC, Índice de Xangai, teve queda de 1,10%, enquanto o CSI300, que reúne grandes empresas chinesas, caiu 1,44%. Na Coreia do Sul, o Kospi encerrou com um recuo de 6,02%, após ter caído mais de 8% e acionado o circuit breaker na sessão. O Hang Seng, de Hong Kong, teve perdas de 1,27% e o Nikkei, do Japão, recuou 5,96%.






