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Flaviômetro: site monitora apoio da direita a Flávio Bolsonaro

Aliados de Flávio lançam o site “Flaviômetro” no 2º turno

Na disputa do segundo turno presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), interlocutores da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) colocaram no ar uma plataforma digital para fiscalizar a fidelidade e a dedicação das lideranças conservadoras. O portal, batizado de “Flaviômetro”, foi lançado na terça-feira (13.out.2026) com o objetivo de registrar e medir publicamente o envolvimento de figuras da direita e parlamentares recém-eleitos.

Como funciona a ferramenta e o ranking de engajamento

O sistema funciona integrado à rede social X, onde compila publicações ligadas à conta oficial do candidato do PL, contabiliza curtidas e visualizações e apresenta balanços quase instantâneos da mobilização virtual. Entre os recursos da página principal, há um mapa do Brasil com marcações geográficas: os pontos verdes sinalizam os nomes que já fizeram pedidos formais de voto para o congressista.

Um dos principais entusiastas e divulgadores da iniciativa é o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), que detalhou a origem da proposta aos seus seguidores. “Eu lembrei que existia uma coisa que chamava ‘Flaviômetro’. E aí conversando com o pessoal [da campanha de Flávio], eu falei: ‘Cara, acho que seria bom tornar isso público, né, pra todo mundo ver quem está realmente engajado e quem não tá’”, afirmou Gayer em seu perfil oficial no Instagram.

A página também destaca um painel de alcance nas últimas 24 horas. Na tarde deste sábado (17.out.2026), o deputado estadual Bruno Zambelli (PL-SP) ocupava o primeiro lugar em desempenho, seguido por Cleitinho Azevedo (Republicanos), governador eleito em Minas Gerais, e pelo deputado federal eleito Jeffrey Chiquini (Novo-PR).

Pressão sobre omissões coloca Michelle em evidência

Mais do que premiar os entusiastas, o mecanismo se transformou em uma vitrine de cobrança para constranger aliados cujo ritmo de postagens é considerado aquém do esperado pela coordenação bolsonarista. A plataforma calcula quantos dias determinado político passa sem manifestar apoio público ao senador e aponta onde não existem dados registrados ao longo da etapa decisiva da eleição.

Nesse cenário de vigilância, a senadora eleita e ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) figurou neste sábado no topo da lista dos nomes considerados “ausentes”, acumulando um intervalo sem mensagens favoráveis ao enteado desde o dia 8 de outubro.

A relação entre ambos enfrentou atritos durante o período de pré-campanha. Em 24 de junho, Michelle publicou um vídeo na internet relatando que havia sido “humilhada” e “apunhalada” pelo senador. Pouco depois, Flávio retratou-se publicamente, e a ex-primeira-dama declarou ter aceitado o gesto de reconciliação, dando o episódio por encerrado. Ainda assim, a recente inatividade digital da parlamentar voltou a atrair cobranças nas redes.

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