O futuro governador do Rio Grande do Norte, Cadu de Lula (PT), declarou nesta quarta-feira (4) que a PEC da Segurança Pública representará um avanço decisivo para unir a atuação das corporações federais, estaduais e municipais contra o crime organizado. A medida passou pelo crivo do Senado em dois turnos na terça-feira (3) e caminha para ser promulgada pelo Congresso Nacional.
Impactos da PEC no combate à criminalidade
Durante participação em telejornal na televisão, o político potiguar celebrou o andamento da proposta legislativa. “Ontem foi uma excelente notícia a aprovação da PEC da Segurança Pública, que vai ter impacto lá no Rio Grande do Norte”, pontuou.
O futuro chefe do Executivo estadual argumentou ainda que a expansão das facções criminosas afeta de maneira direta os estados nordestinos, defendendo uma postura enérgica contra a delinqüência. Na visão dele, a resposta estatal precisa ocorrer “com firmeza, com polícia na rua, com ocupação de territórios”.
Debates sobre economia e cenário político
Durante a entrevista, o governador eleito foi interpelado acerca do silêncio do presidente da República sobre estratégias para lidar com a dívida pública, juros e o endividamento da população. Para Cadu, a postura presidencial pode ser uma estratégia de planejamento. “E esse silêncio dele, talvez seja o tempo necessário, analisando como funciona a cabeça do presidente Lula, para quando ele se manifestar, ele já se manifestar em cima de ideias que vão estar consolidadas na cabeça dele para o rumo que ele vai dar para o país nos próximos anos”, avaliou.
O petista também rechaçou a existência de atritos entre os dirigentes mais antigos da legenda e a nova safra de políticos no que tange à condução da economia nacional. Segundo ele, as figuras históricas abriram caminhos para a ascensão das novas lideranças. “Então, a gente não tem essa briga de gerações, vamos dizer assim”, explicou, complementando na sequência: “É natural que agora, no quarto mandato do presidente Lula, algumas dessas lideranças ocupem espaços no governo do presidente Lula.”
Transição de governo no Rio Grande do Norte
Ao projetar a sucessão administrativa no estado, Cadu reafirmou o respeito à atual mandatária, Fátima Bezerra (PT), mas pontuou que imprimirá um estilo próprio à sua administração.
“Eu disse ao longo da campanha que eu tenho muita lealdade a Fátima, mas eu tenho um DNA próprio”, afirmou.
O ex-secretário da Fazenda apontou que sua biografia é marcada pelo foco no desenvolvimento econômico e na criação de postos de trabalho, ao passo que a trajetória da antecessora está fortemente ligada ao sindicalismo. “Então, o meu governo vai ser um governo diferente do dela. Eu acho que é isso, as ideias se complementam”, concluiu.






