A Polícia Civil abriu investigação para apurar a participação de Eric Conrado Alves de Almeida, de 41 anos, nos assassinatos de Anna Gabriela Faria Lima, de 29 anos, e do filho dela, Raphael Faria Lima Ferrari, de 6 anos. As vítimas foram encontradas sem vida dentro de um apartamento situado em Cotia, na Região Metropolitana de São Paulo. A ocorrência foi registrada na noite de uma terça-feira, enquanto as buscas pelo suspeito seguiam ativas até a formalização do boletim de ocorrência na madrugada seguinte.
Imagens de câmeras e o acionamento da polícia
Entre as principais evidências analisadas pelos investigadores estão os registros das câmeras de segurança do condomínio. Os arquivos mostram que a mulher, a criança e o investigado ingressaram juntos no residencial no dia 1º de novembro, próximo às 21h35. Horas depois, às 2h14 da madrugada do dia 2, o homem foi filmado saindo do local sem a companhia de outras pessoas.
O documento policial aponta que não houve registro de movimentação de entrada ou de saída de outros indivíduos no bloco ou no imóvel das vítimas ao longo do período analisado.
O acionamento das autoridades aconteceu depois que uma advogada compareceu à delegacia de Cotia. Ela relatou ter sido acionada por um escritório de Campinas após o suspeito telefonar para informar a existência de dois corpos no endereço de Anna Gabriela, repassando inclusive a localização exata.
Histórico de conflitos e investigações em andamento
Com os dados fornecidos, os agentes se deslocaram até o condomínio na Estrada Manoel Lages do Chão. Com a permissão da síndica, a equipe entrou no apartamento e localizou os corpos de mãe e filho.
O boletim também detalha depoimentos prestados por parentes e conhecidos, que caracterizaram a relação entre Anna Gabriela e o investigado como instável, repleta de idas e vindas. Testemunhas relataram episódios pretéritos de perseguição, ameaças, intimidação e controle excessivo. Há ainda menção ao fato de que o homem teria exibido uma arma de fogo para amedrontar a vítima em outra ocasião.
Na autuação inicial, a polícia classificou o óbito da mulher como feminicídio consumado e o da criança como vicaricídio consumado, ressaltando que tais enquadramentos são preliminares. No caso do menino, a corporação aponta indícios de que o homicídio aconteceu no mesmo cenário de violência de gênero apurado em relação à mãe.
Enquanto diligências continuavam para localizar o paradeiro do investigado, o inquérito seguiu com pedidos de perícia técnica no local do crime, além da realização de exames necroscópicos e toxicológicos para esclarecer a dinâmica exata dos fatos.






