Uma instituição destinada ao acolhimento de dependentes químicos foi alvo de uma interdição total nesta terça-feira (27), em Campina Grande, na Região Metropolitana. A medida drástica foi executada pela Gerência de Vigilância Sanitária (Gevisa) local, acionada após uma inspeção coordenada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB).
Irregularidades graves na Zona Norte
O espaço funcionava no bairro Jardim Tavares, situado na Zona Norte da cidade. Relatos colhidos pela equipe fiscalizadora junto aos acolhidos apontam que vários deles foram internados de maneira involuntária. Os internos denunciaram episódios recorrentes de violência física e psicológica cometidos por integrantes da administração e por funcionários do local.
Medicamentos irregulares e cobranças elevadas
Durante a averiguação, os fiscais descobriram que os pacientes eram submetidos ao uso forçado de fármacos psicotrópicos, administrados totalmente fora dos parâmetros recomendados pelos protocolos de saúde. O custo mensal cobrado pelo serviço era de R$ 1,8 mil por cada interno.
Resgate e surpresa dos familiares
Conforme o andamento da fiscalização, os responsáveis e familiares dos pacientes foram convocados a comparecer imediatamente ao endereço para buscar seus entes queridos. De acordo com o órgão ministerial, os parentes mantinham os familiares no local sob a convicção de que eles recebiam um acompanhamento médico e terapêutico adequado aos diagnósticos apresentados no momento da busca por auxílio.






