Uma operação da Polícia Civil de São Paulo resultou na apreensão de cerca de R$ 2 milhões em dinheiro vivo. A quantia estava oculta no interior de um pufe que seria da delegada Maria Corsato, localizada em um imóvel situado em Santo André, na Região Metropolitana, durante diligência realizada neste sábado, 24.
Operação da Corregedoria contabiliza valores O procedimento de contagem oficial, conduzido na sede da Corregedoria-Geral da Polícia Civil, somou R$ 1,25 milhão, além de US$ 120 mil e € 12,7 mil. Na mesma ocasião, os agentes recolheram documentos contendo registros de movimentação financeira em espécie, detalhando entradas e saídas de capital.
Relato da familiar e divergências O acionamento da Polícia Militar ocorreu após a irmã da policial abrir o fundo do estofado utilizando uma faca e deparar-se com as cédulas. De acordo com o depoimento, a delegada teria levado o móvel para o local na semana anterior ao primeiro turno das eleições, justificando na época que estava sendo procurada em razão de uma suposta ordem de busca e apreensão. Contudo, agentes indicaram que não havia mandados pendentes contra ela, restando apurar a veracidade da justificativa dada à familiar.
Posicionamento da defesa Por meio de publicação nas redes sociais, Maria Corsato afirmou que os valores correspondem a uma herança ainda não partilhada. Segundo ela, a irmã procurou a Corregedoria e entregou o dinheiro.
A delegada também declarou que a familiar enfrenta problemas de fragilidade emocional e afirmou que não seria a primeira vez que ela agiria dessa maneira quando estivesse abalada ou contrariada.
Histórico profissional e investigações anteriores A corporação informou que o acionamento dos militares aconteceu por volta das 14h30. Após o registro no 2º Distrito Policial de Santo André, o ambiente passou por perícia, enquanto o montante foi lacrado e encaminhado para contagem formal. Corsato é lotada no 27º Distrito Policial, situado no Campo Belo, zona sul da capital, e concorreu a uma cadeira na Assembleia Legislativa de São Paulo pelo União Brasil no pleito de 2026, obtendo 12.713 votos e ficando como suplente.
Historicamente, a conduta da policial já havia entrado na mira da Corregedoria em dezembro de 2022, após questionamentos sobre sua atuação em um inquérito envolvendo denúncias do empresário Thiago Brennand. Na época, apontou-se falhas investigativas e recusa no registro de ocorrência, embora a delegada tenha negado irregularidades. As autoridades seguem investigando a origem exata do capital e o contexto da ocultação.






