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Enem 2026 cobra SUS na redação e testa candidatos em Ribeirão Preto

Enem 2026: redação e diversidade linguística testam repertório de candidatos em Ribeirão Preto

O Exame Nacional do Ensino Medio 2026 movimentou Ribeirão Preto e regiao neste domingo (8), desafiando os inscritos com uma redacao centrada na importância do Sistema Único de Saude e com questões complexas sobre a diversidade linguística do país. Alunos que adotaram o hábito de leitura regular e simulados relataram maior facilidade para estruturar os textos dissertativos e decodificar as propostas da avaliação.

Avaliações e impressões dos candidatos

Nesta primeira etapa, os participantes tiveram 5 horas e 30 minutos para solucionar 90 questões de Linguagens e Ciências Humanas, além de redigir o texto dissertativo-argumentativo. Enquanto alguns examinandos celebraram a escolha do tema, outros apontaram dificuldades diante da pressão do tempo e da densidade dos textos de apoio.

“Era um tema que dava para ter muito repertório, dava para trabalhar muito bem. E comparado ao do ano passado, ele foi muito mais fácil, a gente tinha muito mais base para trabalhar”, afirmou Isadora Oliveira Monteiro, de 17 anos, sobre o tema da redação.

Por outro lado, o estudante treineiro Pedro Rozeti Estêvão, de 18 anos, teve uma percepção diferente sobre a proposta e destacou a complexidade do assunto escolhido para este ano.

“Foi um tema muito inesperado, na minha opinião. Foi sobre o SUS, a valorização do Sistema Único de Saúde, e acabou deixando também minha redação um pouquinho meio complicada de desenvolver”, disse o jovem.

Desafios da diversidade linguística e regionalismos

As variações da língua portuguesa nas diferentes regiões brasileiras exigiram repertório cultural apurado. Uma das perguntas destacou o estilo da artista paraense Dona Onete, relacionando suas letras com o fenômeno da pororoca, o que facilitou a prova para candidatos nortistas.

“Teve uma que falava sobre o tipo de linguagem da Dona Onete, que é uma artista paraense, que ela usou termos nas músicas que remetiam à pororoca. Eu sou paraense e aí foram situações ali que eu me relacionei um pouco mais e tive um entendimento melhor da situação”, explicou o candidato Fernando Rodrigues Tourinho, de 29 anos.

Em contrapartida, os regionalismos do Nordeste representaram o maior obstáculo para quem não estava familiarizado com os termos locais, conforme relatou João Vitor Domingos da Silva, de 20 anos, focado em uma vaga para Engenharia de Produção.

“Muitas palavras que são diferentes até mesmo daqui para a gente. É o mesmo significado, mas totalmente pronunciado de um jeito diferente da gente, então me pegou”, relatou.

Cansaço mental e o peso dos enunciados

A extensão das questões e a presença de pegadinhas foram apontadas como os principais vilões do desgaste físico e mental dos estudantes nas salas de aula de Ribeirão Preto. A necessidade de leitura integral de todos os textos tornou o processo exaustivo.

“A prova foi bem difícil, teve muita pergunta que tinha pegadinha e muito texto que você não podia não ler. Você tinha que ler tudo aquilo para conseguir formular uma alternativa correta, o que deixa a prova massiva e cansativa”, afirmou Pedro Rozeti Estêvão.

Temas abordados e o próximo domingo

Além da saúde pública e dos regionalismos, o primeiro dia cobrou tópicos de relevância social e contemporânea, como os reflexos econômicos da Lei Rouanet, a agroecologia promovida pelo MST, o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, além de questões sobre direitos das mulheres, literatura de Clarice Lispector e Lygia Fagundes Telles, e o papel da arte durante a ditadura militar.

O Enem 2026 segue no próximo domingo (15) com a aplicação de 90 questões voltadas para as áreas de Matemática e Ciências da Natureza.

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