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Indústria aciona STF para limitar atuação da Justiça do Trabalho

CNI questiona atuação da Justiça do Trabalho no Supremo

A Confederação Nacional da Indústria levou ao Supremo Tribunal Federal um pedido para redefinir o alcance da atuação da Justiça do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho em controvérsias relacionadas a normas regulatórias da administração pública. A entidade quer que a Suprema Corte estabeleça limites claros para a atuação desses órgãos no país.

Conflito com agências federais

O centro do debate envolve autorizações, registros e determinações que controlam a circulação e a fabricação de mercadorias no território nacional. No entendimento da confederação, o MPT não pode se valer da defesa do meio ambiente laboral para invalidar escolhas técnicas de órgãos federais. Além disso, a entidade sustenta que a Justiça trabalhista não deve apreciar litígios sobre a legalidade de atos normativos da administração.

O diretor jurídico da entidade, Alexandre Vitorino, afirmou que a Constituição define as atribuições de cada ramo do Ministério Público, do Judiciário e da administração pública. Segundo ele, o respeito a essas competências garante segurança jurídica e preserva as decisões dos órgãos responsáveis pela regulação federal.

Impacto em setores produtivos

A petição protocolada menciona litígios em que o MPT buscou suspender, anular ou restringir determinações administrativas. Entre os órgãos afetados por essas investidas estão a Agência Nacional de Vigilância Sanitária e o Ministério da Agricultura e Pecuária.

As contestações englobam impasses comerciais envolvendo o herbicida atrazina e mercadorias que contêm glifosato. A representação da indústria também aponta exigências normativas aplicadas ao setor fabricante de máquinas e equipamentos.

Pedidos de suspensão no Supremo

Para solucionar o impasse, a confederação protocolou duas ações distintas na mais alta Corte do país, sendo uma Ação Direta de Inconstitucionalidade e uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental.

No primeiro processo, o objetivo é afastar exegeses que permitam ao MPT questionar decisões regulatórias federais ou que confiram à Justiça especializada o poder de julgar tais atos. No segundo, o foco é o artigo 643 da Consolidação das Leis do Trabalho, buscando impedir que o dispositivo conceda competência trabalhista sobre normas administrativas.

Por fim, a entidade requer uma medida cautelar urgente para paralisar investigações do MPT, decisões judiciais e ações civis públicas que tenham como alvo os atos regulatórios federais, abrangendo inclusive inquéritos civis, procedimentos preparatórios e acordos de ajustamento de conduta.

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