A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) anunciou neste sábado, 7, a assinatura de um contrato de compra e venda para repassar o controle da CSN Cimentos para a empresa chinesa Huaxin Building Materials Group. O valor total da transação financeira foi fixado em R$ 12,74 bilhões, montante que ainda está sujeito a futuras correções e ajustes contratuais.
Etapas regulatórias e aprovações necessárias Para que o negócio seja concluído de forma definitiva, o acordo precisará passar pelo crivo de órgãos oficiais de controle. Entre as autoridades brasileiras, a operação exige o aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e também da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Além disso, o processo demanda autorizações de órgãos reguladores da China.
Objetivo financeiro da transação A venda faz parte de um plano corporativo mais amplo da siderúrgica brasileira para reestruturar suas finanças e diminuir o volume de obrigações financeiras acumuladas.
“A transação constitui uma etapa importante na estratégia da companhia voltada à redução do seu endividamento e o equacionamento da sua estrutura de capital”, explicou a CSN no comunicado.
Impacto na Bolsa de Valores A repercussão da operação já havia gerado forte movimentação no mercado financeiro antes mesmo do anúncio oficial do contrato. Na última sexta-feira, 6, os papéis ordinários da companhia na B3 registraram forte alta durante o período da tarde, chegando inclusive a entrar em leilão por causa do limite máximo de oscilação permitido na bolsa.
No fechamento do pregão daquela sessão, as ações acumularam valorização de 8,89%, alcançando uma das principais altas do Ibovespa, principal indicador do mercado acionário brasileiro. Com a conclusão das etapas regulatórias, a expectativa é que o grupo estrangeiro assuma integralmente as operações cimenteiras da empresa no país.






