Cerca de 30% das companhias no país enfrentarão aumento de despesas com a eventual mudança na carga horária semanal, conforme avaliação oficial divulgada nesta sexta-feira (16.out.2026).
Impacto da escala de trabalho A maior parte do mercado corporativo nacional, representando entre 68% e 70% dos contratos, já adota o modelo de cinco dias de atividade por semana. A transição, portanto, recairá sobre o restante que ainda mantém o formato de seis dias.
Por outro lado, o impacto financeiro não deve variar de acordo com o tamanho do faturamento, segundo o ministério. Os dados oficiais apontam que 75% dos empregados já estão fora do regime de seis dias trabalhados.
Perfil dos trabalhadores afetados As pessoas que ainda cumprem esse modelo mais longo são majoritariamente de baixa renda, além de mulheres e negros. Para o governo, a alteração representa uma verdadeira “uma mudança civilizacional”, trazendo ganhos para a saúde física e mental e mais tempo para a convivência familiar.
Apoio financeiro e tecnológico Para atenuar os reflexos financeiros nos negócios, a gestão federal estuda disponibilizar mecanismos de crédito e iniciativas de treinamento. A ideia é estimular ganhos de eficiência que compensem as horas a menos.
“Os empresários têm que ter apoio do governo para participar desse novo tempo”, afirmou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, em entrevista recente.
O Sebrae foi acionado para colaborar em treinamentos voltados a empreendimentos de menor porte. Negócios familiares baseados em processos manuais poderão elevar a produtividade com o uso de novas tecnologias.
Caminho até a nova carga horária Historicamente, o país já passou por reduções na jornada, saindo de 48 horas para as atuais 44 horas semanais definidas pela Constituição de 1988. A meta agora é avançar para 42 horas como etapa intermediária rumo à marca de 40 horas semanais em cinco dias, com vigência prevista a partir de 2027.






