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Governo debaterá verbas de petróleo achado na Margem Equatorial

Governo discutirá uso de recursos de petróleo na Margem Equatorial

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, declarou nesta 6ª feira (6.nov.2026) que o governo se reunirá “nos próximos dias” para iniciar a discussão sobre o destino dos recursos que poderão ser arrecadados com as descobertas de petróleo em 3 poços do bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas, localizado na Margem Equatorial.

Funcionamento do bloco e remuneração da União

A Petrobras opera 100% do bloco FZA-M-59 sob o modelo de concessão. Neste tipo de contrato, a estatal fica com 100% do petróleo encontrado em seu ativo e remunera a União e municípios através de royalties da produção, participação especial –em casos de poços muito lucrativos– e pela ocupação da área.

Segurança energética e preços dos combustíveis

Em sua fala, Silveira enfatizou a necessidade de aumentar os volumes petrolíferos do Brasil, em especial no litoral do Amapá. Disse que o governo federal compreende a necessidade de reduzir a dependência de combustíveis fósseis, mas destacou que as reservas brasileiras garantem uma margem de segurança para o governo influenciar no preço dos combustíveis e arrecadar com a exportação.

Cronograma de exploração na Bacia da Foz do Amazonas

A Petrobras iniciou a exploração do bloco amapaense em agosto do ano passado e anunciou sua 1ª descoberta em agosto deste ano. A partir de então, já registrou outras duas descobertas, totalizando 3 descobertas na Bacia da Foz do Amazonas. A Petrobras estima iniciar a produção comercial do bloco até 2033.

A definição sobre o uso das futuras receitas do petróleo na região marca um novo passo na estratégia energética nacional, combinando arrecadação com metas de transição e segurança de abastecimento.

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