A Câmara dos Deputados do Paraguai rejeitou nesta quinta-feira (5) um pedido de impeachment contra o vice-presidente Pedro Alliana, que está na linha de sucessão presidencial após a renúncia de Santiago Peña, anunciada no início do período da tarde em meio à crise bancária provocada pelo colapso do Banco Ueno. A proposta recebeu 48 votos contrários e 30 favoráveis, sem alcançar a maioria constitucional de dois terços necessária para o prosseguimento da acusação.
Sessão extraordinária e argumentos no parlamento
Segundo comunicado da Câmara, a votação ocorreu durante uma sessão extraordinária, convocada após a oficialização da renúncia de Peña, que alterou o cenário político e a discussão sobre a sucessão presidencial.
Durante o debate, os parlamentares contrários ao impeachment argumentaram que Alliana não possuía atribuições legais nem participação direta nas decisões que desencadearam a crise do sistema financeiro. Também defenderam a necessidade de garantir a previsibilidade democrática e preservar a normalidade constitucional diante da iminente vacância da Presidência.
Posicionamento da oposição e arquivamento
Já os defensores da destituição, incluindo setores da oposição, acusaram o vice-presidente de suposta omissão e proteção política diante da aplicação irregular de recursos públicos da previdência. Como a proposta não alcançou o quórum exigido pelo artigo 225 da Constituição paraguaia, o presidente da Câmara, Raúl Latorre, determinou seu arquivamento.
A decisão ocorre após Peña anunciar sua saída da Presid






