O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quinta-feira (5) que o Irã não irá avançar em seu programa nuclear sem a autorização norte-americana.
Posicionamento na Casa Branca
Durante atendimento a repórteres no Salão Oval, o chefe de Estado comentou sobre propostas encaminhadas por mediadores internacionais ao governo iraniano.
“Eles não vão fazer nada sem a nossa aprovação”, afirmou a jornalistas no Salão Oval, na Casa Branca. “Eu preferiria não destruir o resto do país, se possível, mas talvez eu tenha que fazê-lo. Vocês saberão em breve”.
Impacto político e econômico
Na quarta-feira (4), o republicano admitiu que o conflito armado influenciou diretamente o revés de sua legenda nas eleições legislativas de meio de mandato, as chamadas midterms.
O líder da Casa Branca concordou com uma avaliação feita por seu vice, J.D. Vance, sobre os custos políticos da ofensiva militar.
“Bem, acho que isso é em grande parte verdade, porque fez a gasolina subir um pouco no curto prazo, e provavelmente é verdade. Mas, ao mesmo tempo, se eu tivesse que fazer de novo, eu teria que fazer de novo, porque, a longo prazo, é a única resposta. Não se pode deixar o Irã ter uma arma nuclear”, ponderou.
Questionado anteriormente se a investida militar compensou os danos, o presidente defendeu a ação.
“Bem, não há escolha… Tem que ser feito. Não se pode deixar o Irã ter uma arma nuclear, ou tudo o que vocês veem aqui pode, um dia, deixar de existir.”
Relação com o congresso e custo de vida
Sobre a nova configuração legislativa, Trump demonstrou abertura para negociar, mas resguardou suas prerrogativas institucionais.
“Provavelmente vou me dar bem com os democratas, a menos que queiram ser destrutivos, mas nós temos poder de veto. Então, se não gostarmos do que estão fazendo…”, declarou Trump. “Eles já ligaram e querem conversar sobre as coisas, e tudo bem”.
A ofensiva militar contra o Irã, iniciada em conjunto com Israel em 28 de fevereiro, gerou forte pressão inflacionária nos Estados Unidos, encarecendo combustíveis, passagens aéreas e o custo de vida geral. Dados do Pentágono indicam que o conflito já consumiu cerca de US$ 100 bilhões aos cofres públicos.
Pesquisas de opinião realizadas na véspera da votação revelaram que quase metade do eleitorado colocou o custo de vida como prioridade, enquanto apenas uma pequena parcela avaliou que o esforço bélico justificou os gastos.






