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Filho de ex-presidente do Equador é preso sob acusação de narcotráfico

Filho de ex-presidente do Equador é preso por narcotráfico

Jacobo Bucaram Pulley, herdeiro do ex-mandatário equatoriano Abdalá Bucaram, foi detido em Guayaquil em decorrência de mandados por suspeita de ligação com o tráfico internacional de drogas. A ofensiva policial contou com articulação entre autoridades do Equador, do Panamá e o apoio da agência antidrogas dos Estados Unidos, culminando na captura de cinco pessoas ao todo.

Cooperação internacional e mandados

O chefe do Ministério do Interior do Equador, John Reimberg, informou que a Interpol incluiu os cinco suspeitos na lista de procurados. A Justiça norte-americana também os investiga por suposto envolvimento com o tráfico de drogas. As autoridades prenderam três deles no Equador e dois no Panamá e agora preparam a extradição para os EUA.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos detalhou que o grupo teria atuado em uma conspiração voltada para o envio de grandes volumes de cocaína em direção ao território norte-americano ao longo de mais de dez anos.

Esquema de envio de cocaína

As investigações apontam que Jacobo Bucaram teria participado de negociações direcionadas à exportação de uma carga de aproximadamente duas toneladas de entorpecentes partindo do Equador rumo ao México no ano de 2026, com posterior encaminhamento aos Estados Unidos.

Entre os alvos da operação também estão Jaime Estrada Medranda, que atuou como ex-integrante da Assembleia Nacional do Equador, e seu pai, Jaime Estrada Bonilla, ex-prefeito da cidade de Manta. A acusação aponta que ambos teriam utilizado uma companhia pesqueira para despachar cocaína escondida em contêineres comerciais.

O processo judicial nos Estados Unidos aponta ainda uma apreensão de cerca de 1,4 tonelada de cocaína ocorrida no porto de Guayaquil no mês de maio de 2023, material este vinculado a um contêiner associado à empresa gerida pelos investigados.

Acusações e penas previstas

Os cinco réus respondem perante a Justiça americana por crimes de conspiração para importação de drogas e delitos associados à posse de armamento automático. As penalidades previstas podem culminar em prisão perpétua, embora o Departamento de Justiça reforce que as denúncias precisam de comprovação e os citados mantenham a presunção de inocência até o trânsito em julgado.

Histórico judicial no Equador

Além das investigações internacionais, Jacobo Bucaram já enfrenta pendências judiciais em território equatoriano. Em setembro, ele e o pai receberam condenação em primeira instância a nove anos e quatro meses de reclusão pelo envolvimento em esquema de comercialização irregular de testes para covid-19 e insumos médicos durante a crise sanitária.

O esquema investigado operou entre março e agosto de 2020, movimentando cerca de 21 mil exames e materiais hospitalares. A defesa apresentou recursos para contestar a decisão proferida pela Justiça local.

Abdalá Bucaram esteve à frente da presidência equatoriana entre 1996 e 1997. O ex-chefe de Estado criticou publicamente a detenção do filho, classificando o ato como perseguição política e definindo as acusações como infames em manifestações divulgadas nas redes sociais. No ano de 2022, o governo norte-americano já havia tornado o ex-presidente, sua esposa e três de seus filhos inelegíveis para ingressar no país devido a acusações de corrupção.

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