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Cientistas brasileiros ajudam a flagrar fenômeno raro no zeptoverso

Zeptoverso: cientistas detectam sinais de fenômeno raro no mundo das partículas; saiba mais

Pesquisadores conseguiram capturar indícios de um evento extremamente incomum no universo subatômico, contando com a colaboração direta de 40 cientistas brasileiros na empreitada.

Tecnologia subterrânea e escala subatômica

Localizado na fronteira entre a França e a Suíça, um túnel subterrâneo com extensão de 27 quilômetros abriga o maior acelerador de partículas do globo terrestre. No complexo do CERN, prótons colidem em alta velocidade para permitir a observação de eventos que duram frações ínfimas de segundo.

Para dimensionar a pequenez do feito, os pesquisadores utilizam a medida conhecida como zeptoverso, situada em uma escala 100 bilhões de vezes inferior a um único átomo. O termo zepto refere-se à divisão de um metro por um sextilhão de partes.

Desintegração inédita e validação científica

O estudo, assinado por quase 1.200 especialistas de diversas nacionalidades, traz evidências cruciais que reforçam a precisão da teoria física mais aceita atualmente para explicar o cosmos.

“A principal descoberta de hoje é uma desintegração de uma partícula específica que acontece só uma vez a cada 10 bilhões de vezes que essa partícula é produzida. Não só é uma desintegração muito rara, mas também é uma escala de grandeza muito pequena que a gente nunca observou antes para essa partícula”, diz Felipe Lopes, pesquisador da Unicamp.

A análise robusta baseia-se em informações reunidas pelo equipamento de ponta ao longo de mais de uma década, desde 2011.

“Essa análise é bastante significativa. Os dados que a gente observou comprovam essa teoria com grande precisão”, afirma Irina Nasteva, pesquisadora da UFRJ.

Impactos na compreensão do cosmo e na tecnologia cotidiana

O avanço científico não apenas elucida a origem cósmica, mas também promete desdobramentos práticos para a sociedade moderna, ecoando inovações tecnológicas passadas originadas no mesmo centro de pesquisa europeu.

“Essa estrutura enorme aqui é necessária para a gente observar partículas muito pequenas que a gente não conseguiria observar a olho nu, e elas permitem a gente fazer estudos que vão nos fazer entender melhor como o universo foi criado. Entender esse início do universo para a gente é fundamental para a gente entender também como a gente continua e como esse universo evolui”, afirma explica Erica Policarpo, pesquisadora da UFRJ.

“Nós, os cientistas, queremos saber sobre ciência básica, do que nós somos feitos, do que o universo é feito, o que aconteceu no início do universo. Então, essa é o que nos move”, diz Sandra Amato, pesquisadora da UFRJ.

“WWW foi desenvolvido pelo CERN. E, hoje, nossa vida mudou com a WWW. Existem os aparelhos PET scan, por exemplo, foi desenvolvido aqui também. Então, a gente procura entender o básico, mas, ao mesmo tempo, a gente desenvolve toda a tecnologia que serve para o nosso conforto da humanidade”, completa Sandra Amato.

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