O sistema de transporte coletivo em Nova Friburgo, localizada na Região Serrana do Rio de Janeiro, enfrenta um momento de tensão após divergências financeiras entre a concessionária e a administração municipal.
Cobrança milionária e impacto na operação
A empresa responsável pelo serviço, a Friburgo Auto Ônibus (FAOL), divulgou um comunicado oficial na terça-feira (3) apontando que a Prefeitura deve R$ 4.389.208,55 em repasses do subsídio municipal.
De acordo com a concessionária, falhas nos repasses e depósitos parciais vêm comprometendo o planejamento financeiro e o fluxo de caixa da operação diária. A empresa ressaltou que o subsídio é fundamental para a sustentabilidade do serviço e alertou que a continuidade do problema pode atingir diretamente os usuários. Apesar do aviso, os horários e a circulação dos veículos seguem inalterados.
Versão da prefeitura sobre os repasses
Em contrapartida, a Prefeitura de Nova Friburgo refuta a acusação de inadimplência. O poder executivo municipal declarou que os repasses regulares estão quitados até setembro de 2026, com parte do mês de outubro já quitada.
A administração pública também detalhou que a FAOL obteve mais de R$ 3,6 milhões em transferências financeiras entre os dias 26 e 30 de outubro.
Divergência sobre reajustes e contas
Para o município, o montante de R$ 4,3 milhões cobrado pela empresa decorre de uma atualização na remuneração por quilômetro rodado, e não de retenção de subsídios.
A prefeitura argumenta que o pedido administrativo para o reajuste foi protocolado pela FAOL somente em junho de 2026, embora o prazo esperado fosse janeiro. O pleito recebeu aprovação e os valores correspondentes estariam sendo quitados.
Adicionalmente, a gestão municipal aponta que a concessionária fatura mais de R$ 6 milhões mensais, unindo a bilheteria e o subsídio. Segundo o governo local, faltou à empresa apresentar documentação técnica, contábil e financeira robusta que comprove a insuficiência dessa receita para cobrir os custos operacionais.
O subsídio público cumpre o papel de segurar a tarifa dos passageiros em um patamar inferior ao custo real da prestação do serviço. O poder público enfatiza que eventuais crises da concessionária não recaem unicamente sobre a prefeitura, visto que a estabilidade contratual é dever mútuo. A pendência financeira permanece sem acordo entre as partes.






