A senadora Eliziane Gama (PT-MA), que atuou como relatora da CPMI do 8 de Janeiro, acionou nesta terça-feira (27.out.2026) cúpulas federais, o governo distrital e as lideranças do Congresso e do Supremo Tribunal Federal para exigir um esquema de proteção mais rigoroso na capital federal no pós-eleição.
Riscos de novos ataques e alertas institucionais De acordo com a parlamentar, problemas logísticos no deslocamento de eleitores, a rejeição pública aos resultados das urnas e a saída do senador e candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do território nacional “acendem um alerta” sobre uma possível tentativa de golpe semelhante à de 2023.
Apesar de pontuar que não existe até o momento um plano mapeado para a execução de novos atentados, a senadora ressaltou a urgência de rastrear ameaças e fortalecer a cooperação entre os órgãos de Estado.
O sumiço de Flávio Bolsonaro e a repercussão política No entorno do parlamentar do PL, a partida para o exterior é tratada como fato consumado. Desde as primeiras horas da manhã da mesma terça-feira, o aparelho celular do político permaneceu inativo.
Um interlocutor próximo conseguiu contato com a esposa do senador, a dentista Fernanda Bolsonaro. Por volta das 7h, ela relatou que Flávio estaria dormindo, mas não deu outros detalhes sobre seu paradeiro.
Articulação entre aliados antes da viagem Na véspera (26.out), o candidato derrotado esteve reunido com seu coordenador de campanha, Rogério Marinho (PL-RN), além do governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos), do senador eleito Guilherme Derrite (PL-SP) e outros aliados.
O grupo havia combinado que os parlamentares do Partido Liberal viajariam a Brasília nesta terça-feira (27.out) para acompanhar a entrega dos passaportes de Flávio à Polícia Federal, ordem expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.
A movimentação política em torno da capital federal segue sob monitoramento rigoroso das autoridades de segurança pública e dos poderes da República.






