Um bloco de legisladores democratas dos Estados Unidos exigiu nesta sexta-feira (30) que o presidente Donald Trump aceite o desfecho das eleições presidenciais no Brasil e acate a vontade soberana do eleitorado.
Cobrança do partido democrata
A manifestação foi liderada por nomes de destaque do Congressional Progressive Caucus (CPC), grupo que reúne aproximadamente 100 parlamentares progressistas do Partido Democrata no congresso norte-americano. Entre os signatários do documento estão o presidente da bancada, Greg Casar, a vice-presidente Ilhan Omar e o articulador político Jesús García, que repudiaram publicamente as posturas adotadas por Trump e pelo senador Flávio Bolsonaro (PL).
Contexto das eleições brasileiras
A polêmica ocorre após o pleito realizado no último domingo (25), no qual Flávio foi derrotado pelo presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que garantiu uma vantagem de 4,4 milhões de votos nas urnas. O republicano americano, no entanto, chegou a rotular o processo eleitoral brasileiro como corrupto e fraudulento, gerando forte reação no legislativo dos EUA.
“A parceria entre Trump e Bolsonaro para contestar o resultado das eleições precisa acabar imediatamente. Exigimos que os Estados Unidos se juntem ao restante do mundo no reconhecimento do resultado das eleições brasileiras.”, afirmaram os parlamentares em nota oficial.
Críticas à viagem e declarações de Flávio
O grupo também direcionou críticas a Flávio Bolsonaro por causa de suas declarações logo após desembarcar no estado americano da Flórida, onde inicialmente se autoproclamou o verdadeiro presidente eleito do país antes de recuar e se intitular apenas como “líder”. Os democratas reforçaram que rejeitam veementemente qualquer manobra voltada a anular a soberania popular ou obstruir a transição pacífica de governo nas duas maiores nações do continente americano.
Por fim, os legisladores asseguraram que pretendem acionar todos os mecanismos legislativos disponíveis no parlamento dos Estados Unidos para blindar a integridade dos pleitos americanos e combater o envolvimento de Trump em disputas eleitorais de outras nações.






