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Ataques russos deixam mais de dez mortos na Ucrânia

Ataque russo deixa mais de 10 mortos na Ucrânia

Pelo menos 14 pessoas morreram nesta quinta-feira, 29, em decorrência de investidas militares russas que atingiram diferentes regiões do território ucraniano.

Impacto em Dnipro e outras cidades Um drone a jato atingiu uma plataforma ferroviária em Dnipro, situada no centro-leste do país, no momento em que passageiros aguardavam a partida de um trem com destino a Zaporizhzhia, no sul. A operadora ferroviária estatal confirmou que o artefato atingiu a área quando uma composição suburbana se preparava para deixar a estação. Outros bombardeios atingiram Chernihiv, onde dois adolescentes perderam a vida, e Kremenchuk, que registrou três mortos.

Repercussão oficial O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, condenou duramente a ação e reforçou a necessidade de maior colaboração internacional para garantir a segurança dos civis. As equipes de emergência foram mobilizadas imediatamente para prestar socorro aos feridos.

Ofensiva recorde ucraniana Em resposta, as forças ucranianas realizaram uma grande operação com drones contra o território russo durante a mesma noite. O Ministério da Defesa da Rússia declarou que o sistema de defesa antiaérea interceptou 1.200 equipamentos, estabelecendo o maior volume registrado desde o início do conflito em fevereiro de 2022. Mais da metade dos alvos estava concentrada na região da capital russa, gerando prejuízos materiais e resultando em um óbito em Belgorod, cidade próxima à fronteira.

Reação diplomática de Moscou As autoridades russas criticaram o timing da operação ucraniana, que coincidiu com a realização da cúpula Rússia–África em Moscou, evento que contou com a presença de líderes e chefes de Estado africanos.

Perspectivas de negociação Apesar da escalada nos confrontos, delegações de ambos os países têm encontro marcado em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, na próxima semana, para retomar as conversas diretas mediadas pelos Estados Unidos em busca de um acordo de paz. Paralelamente, Moscou e Kiev firmaram um cessar-fogo temporário na área de Olechki, no sul ucraniano, viabilizando o fluxo de ajuda humanitária e a evacuação de civis afetados pela guerra iniciada em fevereiro de 2022.

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