A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou nesta quarta-feira (28) uma petição ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando a liberação para que o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, possa visitá-lo. De acordo com os advogados, a medida é necessária “em razão da necessidade de diálogo direto” entre os aliados.
Restrições impostas pelo STF Atualmente, o ex-presidente cumpre pena de prisão domiciliar na cidade de Brasília. A condenação totaliza 27 anos e três meses de reclusão devido à acusação de envolvimento em uma trama para executar um golpe de Estado no país.
Ainda no mês de julho, o ministro Alexandre de Moraes determinou o bloqueio de visitas com caráter político-eleitoral até o encerramento do pleito. A decisão ocorreu após a divulgação de uma carta do ex-chefe do Executivo nas redes sociais por meio de familiares, o que violou a determinação judicial que proibia o uso de plataformas digitais, mesmo através de intermediários.
Anteriormente, solicitações semelhantes feitas por Valdemar Costa Neto já haviam sido rejeitadas pelo magistrado. Na ocasião, o relator argumentou que o dirigente partidário segue sob investigação no inquérito que apura a tentativa de ruptura institucional.
Reuniões recentes e viagem ao exterior Apesar das restrições envolvendo o ex-mandatário, Valdemar esteve reunido na última terça-feira (27) com a senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL). Através de uma publicação em sua conta oficial na internet, o dirigente partidário detalhou o teor do encontro.
“Recebi hoje a senadora eleita Michelle Bolsonaro para uma conversa sobre o futuro do nosso partido e os desafios que temos pela frente. Seguimos unidos, com diálogo, responsabilidade e compromisso com o Brasil”, declarou o chefe do PL na postagem.
O novo pedido da defesa ocorre simultaneamente à saída do país do senador Flávio Bolsonaro (PL). Mesmo após ter os passaportes retidos por determinação de Alexandre de Moraes, o parlamentar desembarcou em Miami, nos Estados Unidos, acompanhado de sua família na manhã desta quarta-feira.
Investigações e cenário eleitoral O parlamentar foi derrotado no segundo turno das eleições presidenciais realizadas no último domingo (28) pelo atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A proclamação do resultado oficial foi chancelada pelo ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, sem registros de irregularidades.
Na Suprema Corte, Flávio Bolsonaro é alvo de apurações. Ele e o advogado Willer Tomaz são investigados sob suspeita de lavagem de dinheiro, em um esquema que supostamente envolveria corporações do jurista e o setor de apostas esportivas, processo que tramita sob sigilo. Adicionalmente, o filho do político também responde a inquérito para apurar eventuais crimes ligados ao financiamento do longa-metragem “Dark Horse”, que aborda a trajetória de Jair Bolsonaro.






