O Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, optou por preservar a taxa de juros no patamar de 3,75% a 4,00% ao ano nesta quarta-feira (28.out.2026). A deliberação do FOMC (Federal Open Market Committee) contou com a aprovação de 10 integrantes, enquanto outros 2 votaram de maneira contrária.
Divergência na cúpula monetária As dirigentes Lisa D. Cook e Beth M. Hammack manifestaram posições dissidentes durante a reunião. Ambas defendiam elevar a taxa em 0,25 ponto percentual, para o intervalo de 4,00% a 4,25%.
Cenário e inflação nos Estados Unidos De acordo com o comunicado oficial emitido pela autoridade monetária, a atividade econômica norte-americana segue em expansão acelerada, sustentada por gastos domésticos firmes. Contudo, o documento pontua que a incerteza permanece elevada, influenciada em parte por fatores geopolíticos.
O comitê destacou ainda que os investimentos em capital fixo e o crescimento da produtividade continuam robustos. A criação de vagas de trabalho acompanha o avanço da força de trabalho, ao passo que a taxa de desemprego apresenta oscilações mínimas.
Em relação ao IPCA americano e aos índices de preços, a instituição apontou que a inflação continua alta e acima da meta de longo prazo de 2,00%. Nesse contexto, o colegiado reafirmou que o comitê “entregará estabilidade de preços”.
Os dirigentes ressaltaram que a chegada de novos dados econômicos será fundamental para calibrar os próximos passos da política monetária, garantindo o retorno da inflação para a meta estabelecida.
Novos parâmetros operacionais Em votação unânime da Junta de Governadores do Fed, foram definidas novas taxas com vigência a partir de quinta-feira (29.out). A taxa sobre saldos de reservas (IORB) foi fixada em 3,90%, enquanto a janela de desconto para crédito primário ficou em 4,00%.
Além disso, o FOMC orientou a Mesa de Operações de Mercado Aberto do Federal Reserve Bank de Nova York a manter as operações de recompra (repo) overnight em 4,00%. As operações de recompra reversa (reverse repo) overnight seguem em 3,75%, com teto diário fixado em US$ 160 bilhões por cada contraparte.






