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Relação comercial com os Estados Unidos segue intacta após asilo de Flávio

Ministro do Comércio diz que asilo a Flávio não afeta negócios com EUA

As negociações econômicas entre o Brasil e os Estados Unidos não sofrerão nenhum tipo de impacto por causa da saída de Flávio Bolsonaro (PL) do território brasileiro, conforme garantiu o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.

A conversa com a imprensa ocorreu nas dependências do Palácio da Alvorada, logo após a celebração do aniversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizada em uma 3ª feira (27.out.2026).

Visão oficial sobre a saída do parlamentar Segundo o titular da pasta, Elias Rosa disse que “a fuga do senador era esperada“. O ministro pontuou que já havia uma expectativa de que algum membro do clã Bolsonaro optasse por deixar o país, repetindo o gesto do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no encerramento de 2022, pouco antes da posse de Lula. Além disso, a autoridade ministerial estima que a gestão norte-americana aprove o pedido de asilo político ao parlamentar.

Nos bastidores da administração federal, aliados de Lula enxergam a localização atual do político da oposição muito mais como um obstáculo interno para o campo conservador do que como um fator capaz de desviar o foco da estratégia traçada pelo Palácio do Planalto.

Esforços para derrubar sobretaxas O principal foco diplomático e econômico do país no momento envolve a tentativa de derrubar as barreiras protecionistas e as taxas extras que alcançam até 37,5% em cima de diversos produtos vendidos pelo Brasil ao mercado norte-americano. Essas barreiras foram decretadas pela gestão de Donald Trump no mês de julho, atingindo vários segmentos produtivos nacionais.

O diálogo mais recente entre autoridades dos dois países aconteceu de forma presencial no dia 30 de setembro, na cidade norte-americana de Milwaukee, aproveitando a cúpula dos ministros do Comércio que integravam a agenda do G20.

Próximos passos diplomáticos Naquela oportunidade, o ministro brasileiro esteve presente no diálogo acompanhado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e pelo representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer.

Como resultado do encontro, as delegações firmaram um entendimento para instituir um comitê voltado a debater tanto barreiras tarifárias quanto questões não tarifárias. Na ocasião, a representação norte-americana prometeu enviar um texto base contendo as diretrizes para o andamento das tratativas.

A cúpula econômica nacional aguarda o envio da proposta dos Estados Unidos ao longo do mês de novembro. A meta do Planalto é que o documento traga clareza sobre os tópicos centrais em debate para acelerar a construção de um entendimento bilateral definitivo.

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