O paradeiro do senador Flávio Bolsonaro (PL) tornou-se incerto nesta 3ª feira (27.oct.2026), depois de o site argentino Infobae noticiar que ele deixou o Brasil em direção aos Estados Unidos. A informação foi confirmada ao Poder360 por aliados do presidente, apesar de Flávio permanecer incomunicável.
Ordem de apreensão e intimação da Polícia Federal
Na 2ª feira (26.oct), o congressista havia sido intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes em até 24 horas, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A decisão foi tomada depois de a PF solicitar a apreensão dos documentos do senador na noite de domingo (25.oct), quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito. A medida está relacionada a uma investigação que envolve o advogado Willer Tomaz.
Flávio criticou a determinação judicial, afirmou que entregaria os passaportes e recebeu visitas de aliados. No fim, não entregou os passaportes, que acabaram sendo cancelados. O parlamentar possui 3 documentos de viagem: o passaporte convencional, um passaporte diplomático concedido a autoridades por ser senador, e um passaporte italiano.
A família do político é composta por sua mulher, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, de 46 anos, e pelas filhas Luiza Bolsonaro, de 14 anos, e Carolina Bolsonaro, de 12 anos.
Cronologia dos fatos antecedentes à saída do país
A sequência de eventos que culminou na incerteza sobre a presença do senador no território nacional iniciou dias antes da confirmação do resultado eleitoral.
23 de outubro, à tarde: Eduardo Bolsonaro defende, em entrevista a um podcast, que Flávio deixe o Brasil caso perca a eleição presidencial.
23 de outubro, à noite: Moraes determina bloqueio de até R$ 6 bilhões em bens e valores ligados a Willer Tomaz e pede ao banco Santander que verifique possível vínculo de Flávio com uma conta do advogado.
25 de outubro, pela manhã: Santander informa a Moraes que Flávio não consta entre os usuários cadastrados na conta da Alcazar Holdings, empresa de Willer Tomaz.
25 de outubro, às 21h09: TSE confirma matematicamente a reeleição de Lula à Presidência da República.
25 de outubro, às 21h16: PF assina pedido de apreensão dos passaportes de Flávio, 7 minutos depois da confirmação da vitória de Lula.
25 de outubro, à noite: Moraes determina a apreensão dos passaportes de Flávio e o proíbe de deixar o Brasil e de manter contato com Willer Tomaz. O horário exato da decisão não foi divulgado.
26 de outubro, às 11h: Flávio visita Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília.
26 de outubro, no fim da manhã: PF intima Flávio, quando ele deixa a casa do pai, a entregar seus passaportes no prazo de 24 horas.
26 de outubro, à tarde: Flávio publica vídeo nas redes sociais, critica a decisão de Moraes, nega intenção de sair do Brasil e afirma que entregará os passaportes à PF.
26 de outubro, fim de tarde: O advogado da família Bolsonaro Frederick Wassef visita Flávio em seu condomínio, em Brasília, horas depois da intimação da PF.
27 de outubro, de madrugada: Site argentino Infobae noticia que Flávio cruzou a fronteira com a Argentina para seguir aos Estados Unidos em um avião particular.
27 de outubro, de manhã: Paradeiro de Flávio é desconhecido. Ninguém atende o interfone na residência do senador em Brasília.
27 de outubro, até o meio-dia: Termina o prazo informado para a entrega dos passaportes, sem que Flávio apresente os documentos à PF.
27 de outubro, no início da tarde: PT pede a Moraes a prisão preventiva de Flávio e a inclusão de seu nome na lista vermelha da Interpol.
27 de outubro, no início da tarde: PF cancela os passaportes de Flávio e apura se o senador deixou o Brasil. Não há confirmação oficial da saída do país.
27 de outubro, 15h27: Aliados do candidato derrotado à presidência confirmam ao Poder360 que Flávio deixou ao país rumo aos Estados Unidos.
27 de outubro, à noite: O Departamento de Estado dos Estados Unidos comunica que dará vistos a Flávio e sua família.






