A federação composta por PT, PC do B e PV firmou uma aliança estratégica com legendas de Centro na Câmara dos Deputados com o objetivo central de isolar a oposição, mirando especialmente o PL. A oficialização dessa união ocorreu acompanhada do apoio formal à reeleição do atual presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Governabilidade e nova configuração partidária Segundo o líder da bancada petista, Pedro Uczai (PT-SC), a decisão passou pelo crivo unânime do grupo político e busca assegurar sustentabilidade administrativa ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Embora tenha sofrido um revés com a derrota de Flávio Bolsonaro (PL), a legenda oposicionista conservará a maior representação na Câmara a partir de 2027, contando com 121 parlamentares, o que representa quase um quarto do plenário.
Defesa de direitos e exclusão de siglas O bloco articulado pretende blindar conquistas nas áreas de direitos sociais, soberania nacional e demandas voltadas às mulheres, além de afastar qualquer risco de retrocesso institucional. O entendimento comum afasta do pacto as agremiações PL, Novo e Missão, ao passo que o Psol ainda avalia sua entrada na coalizão.
“Entendemos que esse bloco do Centro conosco é compatível com a pauta da democracia (…) e não é compatível com a extrema-direita. Queremos mostrar para a sociedade brasileira quem foi derrotado no domingo, nós também queremos que seja derrotado aqui na Câmara dos Deputados”, disse o congressista.
Debate sobre orçamento e economia No campo fiscal, o parlamentar rechaçou debates voltados a cortes de gastos e defendeu o envolvimento direto da população na elaboração e no direcionamento do orçamento federal.
“Nossa federação não tem nenhuma discussão de ajuste fiscal. Pelo contrario, nós temos que caminhar nesse país para responder às demandas da sociedade brasileira com a participação dela. Se o povo ajudar a decidir o orçamento do país, poderá decidir para onde deve ser o dinheiro público”, afirmou.






