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PF aponta risco de fuga de Flávio Bolsonaro e investiga Vorcaro

PF apontou risco de Flávio fugir do Brasil e suspeita sobre dinheiro de Vorcaro ao pedir a Moraes apreensão de passaporte

A Polícia Federal apontou a existência de riscos concretos e atuais de fuga ao solicitar ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, a apreensão do passaporte e a proibição de saída do país do senador Flávio Bolsonaro, derrotado nas eleições presidenciais.

Passaporte não entregue e investigações em curso O prazo estipulado por Moraes para que a entrega do passaporte fosse realizada encerrou-se às 11h desta terça-feira, sem o cumprimento da determinação. A corporação agora apura se o político deixou o território nacional, desrespeitando a ordem judicial expedida pela Suprema Corte.

Fatores considerados pela Polícia Federal De acordo com os investigadores, a avaliação de que o parlamentar poderia escapar da jurisdição brasileira sob o argumento de perseguição política baseou-se em três pilares principais: o poder econômico do investigado, a presença de redes de apoio estruturadas fora do país e a incitação pública promovida por seu irmão, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro.

Declaração pública de Eduardo Bolsonaro A representação policial destacou o posicionamento público de Eduardo Bolsonaro, que sugeriu a repatriação em solo estrangeiro caso o resultado das urnas fosse desfavorável.

“Em entrevista concedida recentemente nos Estados Unidos, EDUARDO BOLSONARO, irmão do Senador FLÁVIO BOLSONARO, defendeu publicamente que este deixe o país caso não obtenha êxito no pleito eleitoral. Cabe recordar que EDUARDO BOLSONARO foi recentemente condenado pelo crime de coação no curso do processo”.

Conexão com investigados no exterior Os agentes também pontuaram que o discurso não pode ser desvinculado da situação de Willer Tomaz, investigado junto com Flávio Bolsonaro em inquérito de lavagem de dinheiro, que está em Miami desde agosto de 2026 após a deflagração da Operação Sem Desconto.

Suspeitas sobre recursos financeiros de Daniel Vorcaro A investigação levantou dúvidas sobre o destino de verbas remetidas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro para apoiar a estadia de Eduardo Bolsonaro, residente nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025.

“Somam-se a isso dois elementos relevantes. O primeiro é que EDUARDO BOLSONARO, ao que tudo indica, já mantém nos Estados Unidos estrutura voltada à permanência de longa duração. O segundo é que permanece sob apuração o real destino dos recursos remetidos aos Estados Unidos por DANIEL VORCARO, por intermédio do doleiro ANTONIO FREIXO. Não está descartada a hipótese de que parte desses valores tenha sido destinada ao custeio da permanência de EDUARDO BOLSONARO em território estadunidense”.

Delação premiada e desdobramentos judiciais O doleiro Antônio Carlos Freixo Junior, o Mineiro, realizou sete transferências para o filme Dark Horse através do fundo Havengate, administrado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro no exterior. Freixo firmou acordo de delação premiada validado pelo ministro André Mendonça em setembro.

O inquérito principal que resultou nas medidas cautelares tramita sob sigilo de justiça e examina os laços entre Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz em um esquema envolvendo empresas de apostas esportivas. Paralelamente, o senador também responde a investigações sobre possíveis crimes ligados ao financiamento de uma produção cinematográfica sobre Jair Bolsonaro.

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