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Alexandre de Moraes manda Flávio Bolsonaro entregar passaporte e proíbe saída do país

Moraes determina que Flávio Bolsonaro entregue passaporte e proíbe que ele deixe o país

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PF) entregue seus passaportes e fique proibido de deixar o território nacional.

Investigação sobre lavagem de dinheiro e bets A ordem judicial ocorre no âmbito de um processo no qual o político e o advogado Willer Tomaz são alvos de apuração por suposta lavagem de dinheiro. O esquema sob investigação envolveria transações financeiras ligadas a empresas de Tomaz e ao mercado de casas de apostas, conhecidas como bets.

Determinações do Supremo Tribunal Federal O mandado expedido por Moraes estabelece o cancelamento de todos os passaportes brasileiros do investigado, incluindo o documento diplomático. Além disso, foi fixado o prazo de 24 horas para a entrega de eventuais passaportes de outras nacionalidades e determinado o impedimento de qualquer contato entre Flávio e Willer Tomaz.

O contexto das apurações federais A investigação teve início na primeira instância da Justiça Federal no Rio Grande do Sul, onde autoridades apuravam delitos como evasão de divisas, lavagem de dinheiro e o uso de plataformas de apostas. Durante a quebra de sigilo telemático de Willer Tomaz, a Polícia Federal encontrou correios eletrônicos indicando que Flávio Bolsonaro constava como “usuário master” de uma conta da empresa Alcazar Holdings, pertencente ao advogado.

Como o caso chegou ao Supremo Tribunal Federal Em razão do cargo de senador exercido pelo investigado, o processo possui foro especial e foi remetido ao STF em 8 de outubro, ficando sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes. A suspeita levantada pelos investigadores é de que o político possuía alto nível de gerenciamento sobre a conta da empresa ligada a Tomaz.

Relatório da Polícia Federal aponta conexões “Na documentação relativa à abertura da conta bancária da empresa Alcazar Holding, verificou-se que Flávio Bolsonaro figurava com perfil de usuário master, condição que, em princípio, lhe conferia nível elevado de acesso e gerenciamento da conta”, afirmou a PF em relatório.

“Posteriormente, em e-mail datado de 22/05/2025, foi expressamente solicitada [por Willer Tomaz] a exclusão de seu acesso, elemento que indica que o senador permanecia vinculado à conta bancária, ao menos sob a perspectiva operacional, até aquela data”, disse a PF.

“Entre os registros localizados, constam referências a festas, encontros e reuniões envolvendo ambos, além de documentos de natureza pessoal vinculados a Flávio encontrados no iCloud [nuvem] de Willer”, diz o relatório policial.

Repercussão da decisão judicial Em gravação publicada em plataforma digital, o investigado declarou que a ordem foi assinada na noite do domingo (25). Ele relatou ter visitado o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na segunda-feira (26), ocasião em que recebeu a intimação.

“E quando eu estava saindo, a Polícia Federal do Lula estava na porta da casa dele e no meio da rua, eu fui intimado a entregar os meus passaportes e também estou proibido de deixar o país. A decisão do Alexandre de Moraes se baseou numa fala do Eduardo de 23/10 que eu deveria deixar o país se eu perdesse a eleição, eu nunca falei isso”, disse.

Os registros policiais também apontam viagens do senador custeadas pela Cathedral, empresa que dividia endereço na Ilha da Madeira com a Alcazar e que controla negócios no setor de apostas.

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