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Alexandre de Moraes proíbe Flávio Bolsonaro de falar com advogado investigado

Moraes proíbe Flávio Bolsonaro de se comunicar com Willer Tomaz

O ministro Alexandre de Moraes, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), impôs uma proibição de comunicação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o advogado Willer Tomaz. Ambos são alvos de uma investigação em andamento na mais alta Corte do país que examina a suposta prática de lavagem de dinheiro por meio de plataformas de apostas, embora o parlamentar rejeite a acusação de irregularidades.

O cerco contra o parlamentar Além da restrição de contato, o magistrado determinou a retenção dos documentos de viagem do político carioca. Conforme o relato do próprio senador, a medida cautelar ordenada por Moraes teve como justificativa uma fala anterior de seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), sugerindo que Flávio pretendia sair do Brasil caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vencia o pleito eleitoral.

Em gravação compartilhada em seu perfil oficial no Instagram, o congressista relatou a abordagem das autoridades: “Hoje de manhã eu fui visitar o meu pai, como vocês sabem, ele está em prisão domiciliar. E quando eu estava saindo, a Polícia Federal do Lula estava na porta da casa dela e no meio da rua eu fui intimado a entregar os meus passaportes e também estou proibido de deixar o país”.

Origem das investigações O inquérito ganhou força após a Polícia Federal realizar a quebra do sigilo telemático de Willer Tomaz. Na ocasião, os investigadores localizaram mensagens eletrônicas apontando que o senador teria sido registrado como operador principal de uma conta bancária vinculada à Alcazar Holdings, firma pertencente ao defensor. Devido ao foro por prerrogativa de função do investigado, a tramitação foi transferida para o Supremo Tribunal Federal.

Por sua vez, a defesa do advogado contesta a acusação de que o parlamentar figurasse como gestor de contas da companhia. No final da semana anterior, precisamente em sexta-feira (23), o ministro relator decretou a indisponibilidade de bens de Tomaz até o teto de R$ 6 bilhões, além de impor a suspensão de passaportes, interrupção de operações empresariais e a quebra de sigilos fiscais, bancários e cambiais de todas as empresas ligadas a ele.

Conexões políticas e o avanço do inquérito O operador jurídico ganhou notoriedade recente no cenário político devido à proximidade pública com o senador durante o período eleitoral. Enquanto o parlamentar sempre sustentou manter estrito vínculo de amizade e natureza pessoal com o aliado, ele tem refutado veementemente a existência de qualquer transação de caráter comercial ou empresarial conjunta.

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