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Delcy Rodríguez critica retorno de María Corina Machado à Venezuela

Delcy Rodríguez acusa Machado de fazer um ‘show’ com retorno à Venezuela

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, criticou severamente o retorno da líder oposicionista María Corina Machado ao território venezuelano, classificando a mobilização popular como um espetáculo desnecessário. A chegada da opositores ocorreu após um período de dez meses longe do país e sucedeu a captura de Nicolás Maduro em uma intervenção militar conduzida pelos Estados Unidos no mês de janeiro.

Contexto da viagem e mobilização popular María Corina Machado reapareceu de maneira inesperada em Barquisimeto, cidade situada na região oeste do país, e percorreu uma rodovia por cerca de 400 quilômetros até chegar a Caracas. Durante o trajeto que durou várias horas, milhares de apoiadores saíram às ruas para recebê-la e cobrar a realização de novas eleições presidenciais.

Em pronunciamento veiculado pela emissora de televisão estatal, a chefe do governo interino minimizou a forma como o deslocamento foi realizado. “Ela poderia evitar o show, os aeroportos estão aí”, disse Delcy Rodríguez. Em seguida, a mandatária acrescentou: “Acredito que, de fato, a política como espetáculo deve acabar, porque a política é algo muito sério”.

Diálogo político e conversas de transição A volta da principal figura da oposição acontece no momento em que diferentes facções opositoras e a administração interina liderada por Rodríguez mantêm conversas com o objetivo de desenhar uma transição política para a nação sul-americana.

Abordando o andamento das tratativas, a presidente interina declarou que a mesa de conversas permanece aberta e inclusiva. “Espero que o diálogo continue sendo um espaço para a participação política” e para a “convivência democrática” de todas as vozes, afirmou.

Cobrança por remorso e histórico de sanções Apesar de sinalizar abertura para o entendimento político, a governante aproveitou o pronunciamento para cobrar figuras da oposição responsabilizadas pelo agravamento da crise econômica nacional.

O Palácio de Miraflores reiteradamente atribui aos opositores, com forte destaque para Machado, a articulação e o incentivo às medidas restritivas e penalizações econômicas aplicadas pelos Estados Unidos contra o governo venezuelano ao longo da última década. “Espero que aqueles que fizeram mal à Venezuela, aqueles que pediram sanções e agressões externas, sintam algum remorso e arrependimento”, concluiu Rodríguez.

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