A ex-deputada federal Joice Hasselmann revelou neste domingo (25.out.2026) que optou por votar no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial. A decisão marca uma reviravolta após 25 anos de oposição pública ao atual chefe do Executivo e à legenda petista.
Contexto da decisão política Antiga líder do governo de Jair Bolsonaro (PL) na Câmara dos Deputados, a ex-parlamentar explicou que o principal fator para a mudança de postura foi o receio em relação a um eventual governo comandado por Flávio Bolsonaro (PL).
Em entrevista concedida à live especial Poder Eleições, a política ressaltou que a escolha não representa qualquer alinhamento ideológico com o petismo, mas sim uma alternativa pragmática diante do cenário eleitoral.
“Eu, que durante 25 anos combati o PT e o Lula, que sou biógrafa do Sergio Moro, que fui lavajatista, decidi colocar o meu voto em Lula”, declarou.
Trajetória e rompimentos No primeiro turno do pleito atual, a ex-deputada havia declarado apoio a Augusto. Já na disputa presidencial prévia, ela optou por anular o sufrágio. O distanciamento de Jair Bolsonaro ocorreu ainda em 2019, momento em que passou a fazer oposição ao então mandatário, embora reforce que mantém sua identidade ligada à direita liberal.
Consequências do posicionamento A guinada eleitoral gerou impactos diretos no círculo social da ex-parlamentar. Amigos adeptos do bolsonarismo reagiram com hostilidade, o que, segundo ela, pode causar danos a importantes conexões políticas e profissionais.
“Eu tive que descer do muro. O lugar mais confortável do mundo para mim era ficar em cima do muro. Era anular o voto. Eu não ia perder amigos”, disse.
Críticas a Flávio Bolsonaro Durante a sabatina, a ex-deputada apontou que a ascensão de Flávio Bolsonaro à Presidência representaria riscos institucionais. Em sua leitura, a forte presença da direita no Congresso Nacional facilitaria o avanço da pauta do senador.
Ela também demonstrou forte apreensão quanto ao poder de indicação de futuros ministros para o Supremo Tribunal Federal, reforçando a tese de que o clã Bolsonaro ambiciona se perpetuar no comando do país.






