A Polícia Federal deu início a um inquérito oficial e a quatro investigações preliminares para apurar denúncias sobre a retenção de coletivos municipais em municípios de cinco estados brasileiros. A suspeita central é que a escassez intencional de veículos tenha prejudicado o deslocamento da população às urnas durante o segundo turno.
Investigações em andamento pelo país
Conforme informações divulgadas pelo delegado Dennis Cali, integrante da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção (Dicor), a investigação formalizada até o momento concentra-se em apurar indícios de crimes eleitorais no estado de Sergipe.
Estados sob análise preliminar
Em paralelo ao inquérito principal, autoridades policiais conduziram apurações preliminares em São Paulo, Bahia, Alagoas e Piauí. Os agentes federais realizaram oitivas ao longo do dia com responsáveis pela gestão do transporte público nas regiões afetadas, existindo a possibilidade de que essas averiguações inicia também se transformem em inquéritos formais.
“A polícia está realizando oitivas das pessoas envolvidas e tomando algumas medidas também, cumprindo decisões judiciais. Os crimes apurados são de embaraçamento do exercício do voto e também a ocultação de meios de transporte para prejudicar o exercício do voto”, disse o delegado Dennis Cali.
Balanço de delitos eleitorais
Além das ocorrências envolvendo a frota de transporte público, a corporação instaurou outros três inquéritos para examinar infrações diversas na data do pleito. Ao todo, 56 indivíduos foram encaminhados para prestar depoimento às autoridades, e a quantia de aproximadamente R$ 11 mil em dinheiro foi apreendida pelas equipes de segurança. A instituição destacou que o volume total de ocorrências registradas foi inferior ao observado na primeira etapa do pleito.
Entre as principais irregularidades verificadas pelas equipes policiais constam a quebra do sigilo do voto, situação identificada quando eleitores registram o momento da votação em vídeo, além de episódios de propaganda irregular, desobediência a diretrizes da Justiça Eleitoral e tumultos nos locais de votação.






