O governador do estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), manifestou forte oposição neste domingo (25) à determinação do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), acerca da extensão do período de votação em determinados colégios eleitorais.
Problemas na comunicação com eleitores isolados Em diálogo com a coluna, o chefe do Executivo paulista colocou em dúvida o momento em que a diretriz foi tornada pública e destacou os obstáculos enfrentados pela população de localidades distantes para tomar conhecimento da alteração.
“Como as pessoas no Amazonas vão ficar sabendo disso? Em áreas mais remotas? Virou uma bagunça”, declarou.
A críticas ao Supremo Tribunal Federal Na visão de Tarcísio, a prerrogativa para deliberar sobre o tema deveria pertencer exclusivamente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e não à Suprema Corte.
“Mais uma decisão monocrática passando por cima do TSE. E ainda nas mãos do advogado do Lula, Zanin”, afirmou.
Posicionamento sobre o transporte público e o pleito O cenário também foi comentado pelo prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), que definiu a solicitação como “jogo sujo” e garantiu que, em solo paulista, “a nossa frota está muito acima da demanda”. Na mesma linha, o governador ressaltou que os ônibus, trens e o sistema de metrô funcionam com “frota de dia útil”.
Ao ser indagado acerca do pleito feito pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência e seu aliado, para prolongar a votação em zonas do Sul do país, Tarcísio ponderou que o caso divergia do atual por estar associado a “mudanças climáticas”.






