O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convidou o deputado federal André Janones (Rede-MG) para integrar a comitiva presidencial em compromissos internacionais programados para novembro. O parlamentar deve acompanhar o petista na COP-31, na Turquia, e em uma agenda oficial nas Filipinas, com a finalidade de realizar transmissões ao vivo para as redes sociais.
A estratégia de comunicação digital
O convite foi formalizado publicamente na última quinta-feira, dia 5, durante uma transmissão conjunta realizada após a confirmação da vitória eleitoral. O encontro virtual superou a marca de 3 milhões de visualizações. Durante o diálogo, o presidente ressaltou a intenção de usar o que chamou de “exército” itinerante para levar informações diretamente ao público.
“Eu vou participar da COP-31 e o Brasil vai chegar lá com muita força. Estou convidando o Janones, se ele quiser ir comigo, a gente pode ir lá e fazer umas livezinhas do nosso ‘exército’. Depois da Turquia, eu vou fazer uma viagem de trabalho nas Filipinas. São mais 11 horas de voo e você aproveita e vai junto Também podemos fazer uma live. É o nosso ‘exército’ itinerante no mundo”, sugeriu Lula.
O papel das redes no próximo mandato
Lula indicou que pretende transformar a comunicação do seu governo, priorizando o contato direto com a população por meio das plataformas digitais. O petista reforçou que não pretende aguardar a posse para iniciar essa nova dinâmica de diálogo com os eleitores.
“Eu vou utilizar mais a rede digital para conversar com o povo. Eu não vou esperar um novo governo, não. Eu vou começar ‘ontem’ a trabalhar isso. Eu vou começar a falar diretamente para que o povo não precise de ninguém para interpretar o que estou pensando”, disse.
Antecedentes do engajamento digital
A parceria entre Lula e Janones ganhou força durante o segundo turno das eleições. Após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) registrar 47,03% dos votos contra 45,16% de Lula no primeiro turno, o deputado intensificou sua atuação online. O canal de WhatsApp denominado “Exército do Lula”, criado pelo parlamentar, tornou-se uma ferramenta central de mobilização, chegando a reunir cerca de 10 milhões de pessoas ao final do pleito com o cumprimento de missões de engajamento.






