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Dario Durigan ganha força para liderar a Fazenda em eventual novo mandato de Lula

Durigan é o favorito de Lula para a Fazenda no novo mandato

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, consolidou-se como o principal cotado dentro da gestão federal para seguir à frente da política econômica caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conquiste um novo mandato. Setores estratégicos do Palácio do Alvorada passaram a enxergá-lo como o nome ideal para a continuidade da pasta.

Reunião ministerial no Alvorada debateu o futuro da economia A movimentação em torno do nome de Durigan ganhou força após um encontro estratégico ocorrido na última quinta-feira, 5, na residência oficial. A reunião contou com a presença de Lula, do próprio Durigan, do ex-ministro Fernando Haddad, do vice-presidente Geraldo Alckmin, de Bruno Moretti, de Aloizio Mercadante e de diversos especialistas em economia, tendo o ajuste fiscal como foco principal.

Diálogo com o mercado e protagonismo político Terminada a agenda, o chefe do Executivo encarregou o atual titular da economia de atuar como o principal porta-voz dos debates públicos. Outro fator que conta pontos a favor de Durigan é a sua interlocução fluida com os investidores e representantes do mercado financeiro. Apesar disso, a sua efetivação definitiva no cargo ainda está condicionada a futuras negociações e pactos políticos.

Cenários alternativos e o fator “indemissível” Apesar do favoritismo, a volta de Fernando Haddad ao comando da economia segue como uma hipótese viável no horizonte do governo. Caso o ex-ministro não encontre espaço adequado em outros ministérios, ele poderá reassumir a cadeira, cenário no qual Durigan retornaria à condição de auxiliar direto.

Outro nome cotado anteriormente era o do governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT). No entanto, resistências internas cresceram recentemente devido à avaliação de que ele seria um “indemissível”. Integrantes da legenda apontam que uma eventual saída do governo estadual para Brasília geraria custos políticos elevados caso o chefe do Executivo precisasse substituí-lo por desentendimentos. A mesma lógica de difícil substituição recae sobre Geraldo Alckmin, cujo nome também é ventilado, mas esbarra nos riscos de desgaste institucional.

Ajustes fiscais dependem de agenda internacional Enquanto as articulações políticas avançam, a divulgação de novas medidas de contenção de gastos públicos ficou adiada. A equipe econômica aguarda a conclusão da viagem internacional do presidente, que embarca nos próximos dias para cumprir agenda que inclui a passagem pela COP31, na Turquia.

Questionado sobre os próximos passos, o atual ministro ponderou que o governo trabalha com foco na responsabilidade fiscal a longo prazo. “Não vemos fórmula mágica, mas, sim, a necessidade de manter os compromissos fiscais”, afirmou a jornalistas. Ele também reforçou o direcionamento estratégico do ministério: “Assumimos o compromisso de seguir recuperando as contas públicas, mantendo e reforçando os pontos necessários das regras fiscais atuais”, declarou.

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