O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) respondeu nesta quinta-feira (5.nov.2026) aos comentários feitos pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a respeito de parlamentares que se deslocaram até o estado norteista para realizar um ato de protesto contra ele.
O embate político
O embate começou depois que o chefe da Casa Alta declarou, na quarta-feira (4.nov), que o cenário nacional estava insustentável devido a ataques, ofensas e intimidações direcionadas à sua pessoa. Embora não tenha mencionado o nome do deputado mineiro diretamente, Alcolumbre criticou figuras públicas que deixaram suas bases eleitorais para participar de manifestações em solo amapaense.
Em sua defesa, o congressista negou ter cometido qualquer tipo de ofensa ou ameaça durante o ato público e pontuou que esteve presente em uma mobilização pacífica para pressionar a mesa diretora a dar andamento aos pedidos de impeachment contra magistrados do Supremo Tribunal Federal.
“O que não está normal é um deputado sair de Minas Gerais, ir ao Amapá, fazer uma cobrança pública e o presidente do Senado tratar isso como se fosse uma agressão, ofensa ou ameaça. Eu fui sim ao teu Estado, participei de um evento lindo, pacífico”, disse Nikolas.
Contexto da manifestação em Macapá
O protesto em questão ocorreu no dia 13 de setembro, na cidade de Macapá, base eleitoral do senador. O ato foi articulado por membros do partido PL com o objetivo central de exigir que o comando do Senado paute os processos de impedimento contra o ministro Alexandre de Moraes. Durante a mobilização, o deputado liderou os presentes em coros contra o parlamentar amapaense.
Além da cobrança em relação ao STF, o deputado federal criticou duramente a gestão de Alcolumbre no Poder Legislativo. Entre os pontos levantados, ele citou a exclusão da proposta que previa a redução da maioridade penal da PEC da Segurança Pública e a recusa em analisar os pedidos de impeachment contra ministros da Suprema Corte.
Por fim, o parlamentar mineiro também acusou o presidente do Senado de ter se envolvido no que classificou como “estelionato eleitoral do Lula”, referindo-se à decisão de colocar em pauta o debate sobre o fim da escala de trabalho de seis dias por um de descanso durante o período entre o primeiro e o segundo turno das eleições.






