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Irã ameaça com retaliação total e acusa EUA por ataque no Estreito de Ormuz

Líder do Irã ameaça responder a novos ataques dos EUA e de Israel

O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, determinou no sábado, 31, que as Forças Armadas do país respondam sem hesitação a eventuais novas agressões vindas dos Estados Unidos ou de Israel, conforme nota oficial do regime.

Ordem de combate sem limites

A determinação de Teerã exige uma postura enérgica diante de qualquer hostilidade estrangeira. “Qualquer nível ou tipo de ameaça deve receber uma resposta imediata, contundente e sem restrições geográficas”, declarou Khamenei.

Em publicação no Telegram, o dirigente acrescentou que, caso ocorram novas investidas militares ou terroristas, caberá ao povo e aos militares iranianos definirem quando e de que maneira o conflito será finalizado. Paralelamente, o Exército iraniano alertou que uma nova ofensiva norte-americana tem potencial para alastrar a guerra por todo o Oriente Médio, enquanto o Catar atua diplomaticamente para tentar atenuar a crise entre Washington e Teerã.

Ataque a embarcações no Estreito de Ormuz

A tensão escalou ainda mais após duas embarcações sofrerem ataques no sábado no Estreito de Ormuz, corredor estratégico para o escoamento global de petróleo. De acordo com Ahmad Nafisi, vice-governador da Província iraniana de Hormozgan, a ação deixou dois pescadores feridos — socorridos e encaminhados para Qeshm — e outros dois desaparecidos, cujos paradeiros passaram a ser buscados por equipes de resgate. A televisão estatal do Irã informou que Nafisi apontou os Estados Unidos como responsáveis pela violência.

Movimentações de Washington

As ameaças ocorrem em meio a declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, que na semana passada voltou a ventilar a possibilidade de uma ação militar contra o território iraniano, relembrando a operação conjunta com Israel realizada em fevereiro. Autoridades norte-americanas também repassaram alertas a aliados regionais sobre o risco de novos confrontos após as eleições legislativas de 3 de novembro, que definirão a renovação da Câmara dos Representantes e de parte do Senado dos Estados Unidos.

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