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França enfrenta terceiro fim de semana de grandes protestos com forte esquema policial

França tem nova onda de protestos

Uma nova onda de protestos teve início na França, neste sábado, 31, marcando o terceiro fim de semana consecutivo de mobilizações no país. Segundo o Ministério do Interior, cerca de 15 mil manifestantes partiram dentro de um percurso autorizado pelo governo.

Esquema de segurança reforçado na França

Foram mobilizados, no entanto, cerca de 70 mil policiais e agentes de segurança (especialmente nos arredores de Paris e de outras grandes cidades) para tentar conter confrontos, saques e atos de vandalismo. O número é o mesmo de uma semana atrás.

Segundo a instituição, todo o efetivo policial local e as forças móveis disponíveis foram mobilizados. As unidades especializadas também foram acionadas, assim como recursos específicos: drones, helicópteros, unidades de policiamento montado, equipes com cães, 26 veículos blindados Centaure da Gendarmaria Nacional (fora policial) e 15 veículos equipados com canhões de água.

Restrições e impacto no centro de Paris

O Conselho de Estado alterou rotas de manifestações e proibiu atos no centro de Paris, transferindo percursos para a periferia devido ao alto risco de distúrbios. O uso de máscaras (incluindo fantasias de Halloween) para ocultar o rosto foi vetado pelas autoridades.

Os protestos tiveram início em setembro com reivindicações estudantis por melhores condições nas escolas e expandiram-se para protestos contra o custo de vida, preços de combustíveis, baixos salários e medidas de contenção do déficit público (orçamento de 2027). Grupos como o movimento dos “coletes amarelos”, sindicalistas, agricultores e aposentados também aderiram às pautas.

Pressão política sobre Emmanuel Macron

A onda de insatisfação pressiona o governo do presidente Emmanuel Macron (Renaissance) e o primeiro-ministro Sébastien Lecornu (Renaissance), ocorrendo a cerca de seis meses das eleições presidenciais, em um cenário de avanço nas pesquisas da direita radical liderada por Marine Le Pen.

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Os protestos se espalharam pela Europa. Manifestações semelhantes com forte presença policial também estão ocorrendo em outros países da Europa, como Alemanha, Itália, Espanha e Bélgica.

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