Consumidores brasileiros não terão acréscimo nas faturas de eletricidade durante o penúltimo mês do ano, conforme anúncio divulgado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta sexta-feira (30). Com a manutenção da cor verde, a energia elétrica segue sem nenhuma taxa adicional aplicada aos lares do país.
Condições favoráveis nos reservatórios
O sistema tarifário serve para indicar à população quanto custa realmente produzir eletricidade no território nacional. O acréscimo automático na fatura ocorre sempre que o processo de geração se torna mais oneroso.
Anteriormente, entre maio e setembro, vigorou o nível amarelo, que exigia o pagamento extra de R$ 1,88 a cada 100kWh utilizados. A transição para o cenário atual ocorreu em setembro, quando a autarquia estabeleceu a cor verde para o mês de outubro.
“A bandeira verde, que está em vigor desde outubro, permanece em novembro devido às condições favoráveis de geração, com o aumento de chuvas nas regiões onde estão localizadas as principais usinas hidrelétricas, o que traz equilíbrio nos reservatórios. Nesse cenário, não haverá necessidade de maior acionamento de termelétricas, cujo custo é mais elevado”, disse a agência.
Como funciona o sistema de cores
A escala cromática criada pelo órgão regulador reflete o cenário da produção energética nacional. Períodos de estiagem reduzem a capacidade das hidrelétricas, exigindo a ativação de usinas termelétricas, que possuem custos operacionais bem mais altos.
Para cobrir essa despesa extra, o regulador ativa as modalidades amarela, vermelha 1 ou vermelha 2, embutindo taxas adicionais diretamente nas faturas mensais dos cidadãos.
Valores das taxas extras
Cada estágio da tabela tarifária representa um impacto financeiro diferente para o orçamento doméstico:
– Bandeira verde: reflete cenários favoráveis de produção e não gera nenhuma taxa extra; – Bandeira amarela: indica momentos menos favoráveis e cobra R$ 18,85 por MWh consumido, o equivalente a R$ 1,88 a cada 100kWh; – Bandeira vermelha patamar 1: aponta cenários desfavoráveis com tarifa de R$ 44,63 por MWh, ou R$ 4,46 a cada 100 kWh; – Bandeira vermelha patamar 2: sinaliza condições bastante desfavoráveis, exigindo o valor de R$ 78,77 por MWh, que representa R$ 7,87 a cada 100 kWh.
A estabilidade hidrológica recente garantiu o alívio financeiro para os consumidores, afastando o risco de acionamento das faixas mais caras da tabela neste período.






