Um estudante de 16 anos, natural de Jaguariúna, viveu momentos inesquecíveis ao ser surpreendido com uma camisa autografada, uma cadeira e uma mensagem em vídeo enviadas por Neymar. O jovem, que é torcedor do Palmeiras, atravessa um período de remissão após enfrentar um osteossarcoma, um tipo de tumor ósseo diagnosticado em julho de 2025.
Realização de sonho
A surpresa foi articulada pela instituição Make-A-Wish, conhecida por atender desejos de menores diagnosticados com enfermidades severas. Inicialmente, o pedido do adolescente consistia apenas em um computador para jogos, mas a equipe da organização decidiu ir além ao descobrir a admiração que ele nutria pelo atleta.
“Ele é palmeirense, mas sempre gostou muito do Neymar. Quando recebeu tudo isso, ficou encantado. Foi algo totalmente inesperado”, conta a mãe, Tathiane Melo, de 45 anos.
No dia 18 de outubro, em São Paulo, o jovem ganhou o computador e um passeio pela arena palmeirense. Posteriormente, o atacante ainda enviou uma cadeira específica para jogos à residência do estudante.
Batalha contra o tumor
O diagnóstico exigiu internação no Hospital Boldrini, situado em Campinas, onde o jovem passou por sessões de quimioterapia e pelo procedimento cirúrgico para a retirada do tecido acometido pela doença.
“Depois desse diagnóstico, eu fui pro Hospital Boldrini, fazer o tratamento todo. Dia 2 de dezembro, eu fiz a retirada da fíbula, onde estava o tumor. E graças a Deus tudo deu certo”, disse o jovem.
Mesmo com os efeitos colaterais severos, o estudante manteve a dedicação aos estudos, conciliando o ensino médio diurno com um curso técnico noturno na cidade de Amparo.
Nova fase nos Estados Unidos
Com o término do ciclo terapêutico em setembro de 2025, a família iniciou os preparativos para uma etapa internacional. O jovem foi aceito em um protocolo médico conduzido pela especialista Giselle Sholler, vinculada ao Penn State Health, nos Estados Unidos, cujo propósito é diminuir as probabilidades de recidiva do sarcoma.
O protocolo terapêutico prevê o uso do medicamento DFMO durante um biênio, exigindo cinco viagens ao território norte-americano. Embora o tratamento e a hospedagem sejam gratuitos, os custos com passagens aéreas, traslados, seguros e consultas representam um desafio financeiro para os familiares.
“Foi uma coisa que não esperávamos, não nos preparamos para isso”, contou Tathiane.






