Circula nas redes sociais uma postagem falsa afirmando que o governo federal teria voltado atrás no fim da escala de trabalho 6×1 após a vitória do presidente Lula (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições de 2026. A informação é inteiramente falsa.
Como se apresenta a publicação enganosa Disseminado no Instagram, o conteúdo utiliza uma ilustração do chefe do Executivo em um trator com a bandeira nacional, acompanhado pelo questionamento: “Lula mal foi reeleito e a conta já bateu na porta?”. Em seguida, o material lista indagações sobre supostos cortes no Vale-Gás, ameaças ao Bolsa Família, redução em promessas para microempreendedores e um suposto recuo na transição para o regime de dois dias de folga.
A realidade sobre a Proposta de Emenda à Constituição Na prática, a gestão federal não promoveu nenhum retrocesso em relação à medida que extinguiu o modelo de seis dias de trabalho por um de descanso. A PEC foi chancelada pelo Senado em 14 de setembro, período que antecedeu em 11 dias o segundo turno do pleito, assegurando duas folgas semanais sem impacto nos salários.
O texto oficial ganhou publicação no Diário Oficial da União em 16 de outubro, estipulando uma diminuição gradual na carga horária de 44 para 40 horas semanais. O cronograma estabelecido determina o início das novas regras em 16 de dezembro de 2026, com teto de 42 horas, e conclui a transição em 16 de dezembro de 2027, alcançando o limite de 40 horas.
Posicionamento oficial da Secretaria de Comunicação Acionada pela reportagem, a Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) divulgou um posicionamento oficial com o título “Governo alerta para fake news nas redes sociais envolvendo fim da escala 6×1 e programas sociais”. O comunicado esclarece que “O texto da emenda constitucional que pôs fim à escala 6×1 não sofreu nenhuma alteração após as eleições”.
A nota do governo também reforça que são falsas as alegações sobre o suposto recuo da 6×1 e não há “nenhuma proposta que retire direitos em discussão no governo”. Além disso, o comunicado pontua que o texto aprovado em outubro prevê regras específicas para determinadas categorias e a possibilidade de regulamentação de regimes diferenciados, e que o Poder Executivo não tem prerrogativa para vetar ou modificar uma emenda constitucional já promulgada pelo Legislativo.






