O senador eleito Sanderson afirmou que a viagem de Flávio Bolsonaro para o exterior ocorreu para evitar uma prisão iminente no território nacional. A declaração foi dada durante entrevistas recentes, nas quais o parlamentar detalhou os bastidores que motivaram o deslocamento do ex-candidato à Presidência.
Viagem aos Estados Unidos
Flávio desembarcou em Miami, na Flórida, na manhã de uma quarta-feira, acompanhado da esposa e de suas duas filhas. A saída do país aconteceu após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenar a entrega de passaportes e impor a proibição de deixar o Brasil, medida tomada logo após o encerramento das eleições presidenciais.
A determinação da Corte atendeu a um requerimento da Polícia Federal, que apontou perigo de fuga do parlamentar. Como os documentos não foram entregues dentro do prazo estipulado, os passaportes acabaram cancelados. Na noite anterior, o político cruzou a fronteira em direção à Argentina para embarcar em uma aeronave particular com rumo aos Estados Unidos.
Críticas ao STF e repercussão internacional
Para Sanderson, a ordem de retenção dos documentos serviu como um indício claro do plano contra seu colega de partido. “O indicativo que recebemos é de que prenderiam Flávio”, declarou Sanderson. “Se ele teve que sair é porque seria espezinhado, seria constrangedor, a ideia era prendê-lo.”
O parlamentar ainda justificou a atitude do colega e endureceu as críticas contra a atuação da Justiça brasileira. “Eu faria a mesma coisa”, afirmou. “Imagina com duas filhas menores. O que queriam fazer com ele? Prender, algemar, constranger, humilhar. Esse era o objetivo do regime.”
Além disso, o senador classificou o episódio como um exílio forçado e avaliou que o caso repercutirá negativamente para a imagem do país no exterior. “A partir deste evento, deste exílio, o mundo inteiro hoje sabe que o Brasil não vive numa normalidade democrática”, declarou.
Articulação no Senado
Por fim, o representante gaúcho apontou que a nova configuração do Senado Federal terá condições de frear os excessos cometidos por integrantes da Suprema Corte. O grupo político articula apoio para a presidência da Casa e aposta em dezenas de parlamentares alinhados para avançar com pedidos de impeachment contra ministros.






