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Rui Costa critica acordo no Senado que envolve indulto a Bolsonaro

Rui Costa questiona articulação a favor de Alcolumbre que prevê anistia ou indulto a Jair Bolsonaro

O ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT-BA), expressou reservas sobre as negociações em curso no Senado Federal em torno da sucessão para a presidência da Casa. A articulação, liderada por Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), envolve discussões sobre a concessão de anistia ou indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente em prisão domiciliar por motivos de saúde após condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Posicionamento sobre o distensionamento

Embora tenha afirmado não estar acompanhando os detalhes das tratativas, o ministro criticou a inclusão de pautas judiciais na escolha do comando legislativo. Para ele, a decisão não deve envolver “intromissão com as penas das pessoas”, sejam elas envolvidas na trama golpista ou nos atos de 8 de janeiro.

“Eu sou a favor do distensionamento político, que a gente não coloque essa questão da polarização política no centro do governo, nem do Congresso Nacional”, disse. “A gente deve tirar da agenda essa centralidade na polarização e, eventualmente, na discussão dos crimes cometidos por qualquer família, inclusive a família Bolsonaro”.

Foco nas demandas da população

Segundo o representante do governo, o país precisa direcionar suas atenções para os problemas reais da sociedade, em vez de priorizar debates sobre crimes e polarização nos próximos quatro anos. O político ressaltou que os resultados das urnas indicam uma necessidade urgente de respostas práticas para o cotidiano dos cidadãos.

“Essa multidão que foi nas ruas está preocupada com o que é que nós políticos, senadores, deputados, governo executivo, o que é que nós vamos fazer para melhorar a vida cotidiana deles”, afirmou.

O ministro apontou que temas como transporte público e segurança pública devem ser prioridades na pauta de parlamentares e do Poder Executivo, reforçando que o foco deve ser “apontar soluções, apontar caminhos” e “falar mais de povo, falar mais da vida das pessoas”.

Os bastidores da articulação no Senado

As movimentações em torno da reeleição de Davi Alcolumbre para o comando do Senado em 2027 incluem tentativas de costurar acordos para barrar processos de impeachment contra ministros do STF e contemplar demandas do grupo político ligado a Bolsonaro.

Enquanto a anistia depende de aprovação no Congresso Nacional, a concessão de indulto — que representa o perdão judicial — é uma atribuição constitucional reservada ao presidente da República. A avaliação de aliados é que uma aproximação com o setor bolsonarista fortaleceria a candidatura de Alcolumbre na disputa interna da Casa legislativa.

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