O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta quinta-feira (29) que não gostou da carta publicada por Flávio Bolsonaro nesta terça-feira (28) em que o senador, derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições, não reconhece o resultado e se autointitula “líder do Brasil”.
Reação do dirigente partidário
A declaração ocorreu quando o dirigente foi questionado sobre o posicionamento do parlamentar. “Não gostei. Não gostei”, afirmou Valdemar ao chegar no condomínio do ex-presidente Jair Bolsonaro para uma visita autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
O texto foi divulgado nessa quarta (28) nas redes de Flávio após o senador desembarcar nos Estados Unidos com a família, contrariando decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que o proibiu de deixar o país.
Mudanças no texto e repercussão
Após a primeira versão, o parlamentar apagou a postagem e substituiu por uma nova carta em que troca as expressões “verdadeiro presidente do Brasil” e “presidente eleito” por “líder do Brasil” e “líder”. Flávio, no entanto, manteve os trechos em que não reconhece o resultado do pleito e afirma que as eleições foram roubadas.
As alegações, divulgadas sem apresentação de provas, contrariam a postura do PL, partido de Flávio Bolsonaro e presidido por Valdemar, que reconheceu o resultado nas urnas. Além disso, contrastam com a confirmação da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O PL reconheceu o resultado eleitoral, pedindo esclarecimentos da Justiça.
Rejeição de aliados e partidos
Lideranças da direita e legendas políticas se manifestaram contra o teor do documento. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que o senador deve respeitar o resultado das urnas e seguir em frente. Agremiações como União Brasil, PSD, PSDB e MDB também repudiaram o conteúdo da carta e defenderam o resultado das urnas.
Visita a Jair Bolsonaro
A fala de Valdemar aconteceu antes de sua entrada na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar após condenação pelo STF por tentativa de golpe de Estado. O objetivo do encontro foi debater a crise gerada pela viagem e pelo manifesto.
A cúpula do partido avalia que o episódio ameaça a coesão da legenda em um momento de consolidação política, enquanto disputas internas pelo espólio político do bolsonarismo ganham força nos bastidores.






