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Pix domina pagamentos no Brasil e atinge 55,2% das transações

Pix concentra 55,2% das transações no 1º semestre, diz BC

O Pix concentrou 55,2% das transações de pagamento realizadas no Brasil no 1º semestre de 2026, enquanto os cartões de crédito, débito e pré-pagos responderam por quase um terço das operações.

Os dados constam no relatório Estatísticas de Pagamentos de Varejo e de Cartões no Brasil, divulgado pelo Banco Central nesta 3ª feira (27.out.2026). Eis a íntegra (PDF-112 kB). A quantidade de transações via Pix cresceu 19,4% em relação ao mesmo período de 2025. Já entre os cartões, o de crédito registrou a maior alta no volume financeiro: 13,8%.

Movimentação financeira e uso entre pessoas Apesar de liderar em número de operações, o Pix respondeu por 28,1% do volume financeiro movimentado por todos os instrumentos de pagamento no período. A TED (Transferência Eletrônica Disponível), por sua vez, concentrou a maior parcela dos valores transacionados, com 32,7% do total. As operações entre pessoas físicas representaram uma parcela relevante do uso da ferramenta, respondendo por 25% do volume financeiro movimentado no 1º semestre.

Expansão do Pix Automático O Pix Automático, modalidade voltada a pagamentos recorrentes, também registrou expansão. O número de transações passou de 4 milhões no primeiro trimestre de 2026 para 9,5 milhões no segundo trimestre. O recurso permite automatizar pagamentos periódicos, como assinaturas de serviços de streaming e mensalidades de academias.

Participação expressiva dos cartões Os cartões de crédito, débito e pré-pagos, somados, representaram 30,8% da quantidade total de transações de pagamento nos 6 primeiros meses de 2026, com 23 bilhões de operações. Entre as modalidades, o cartão de crédito concentrou 72% do valor movimentado entre os instrumentos baseados em cartões.

Queda em cheques e saques tradicionais O uso de cheques continuou em queda. O volume financeiro movimentado por esse instrumento recuou 16,2% no 1º semestre do ano em relação ao mesmo período do ano anterior. Os saques tradicionais também diminuíram, registrando 1,2 bilhão de operações, uma redução de 10,3% na comparação anual. A queda foi observada em diferentes canais de atendimento, incluindo caixas eletrônicos e correspondentes bancários. Já o Pix Saque, que permite retirar dinheiro em estabelecimentos comerciais habilitados, registrou 6 milhões de transações no período, representando um crescimento em relação aos primeiros 6 meses do ano passado.

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