Localizada no oeste da Bahia, a cidade de Luís Eduardo Magalhães ganhou destaque nacional recentemente após o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) gravar um vídeo na região para retratar o Nordeste. Com apenas 26 anos de emancipação política, o município abriga o 6º maior Produto Interno Bruto (PIB) do estado e exibe uma forte herança cultural e econômica ligada à região Sul do país.
Origem do crescimento e valorização das terras
Registros históricos, dados da prefeitura e balanços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a trajetória de desenvolvimento começou na década de 1980. O território era originalmente um distrito de Barreiras antes de se tornar independente em março de 2000, atraindo famílias gaúchas em busca de terras baratas.
Naquela época, cada hectare — equivalente a 10 mil metros quadrados — era comercializado por cerca de R$ 20. Hoje em dia, o preço da mesma área pode superar R$ 30 mil, variando conforme a produtividade agrícola local.
Polo do agronegócio e economia de destaque
O alto rendimento na produção de grãos impulsionou a expansão de comércios, prestadores de serviços, construtoras e grandes revendedoras de maquinário agrícola. Esse dinamismo atrai anualmente milhares de visitantes para a Bahia Farm Show (BFS), apontada como a segunda maior feira do agronegócio brasileiro e a principal das regiões Norte e Nordeste.
Atualmente, a cidade possui uma área territorial superior a 4 mil quilômetros quadrados e abriga mais de 107 mil moradores, de acordo com o último censo oficial do IBGE.
Indicadores econômicos e o PIB estadual
Conforme o levantamento mais recente do IBGE referente a 2023, o PIB per capita do município atingiu a marca de R$ 107.118,26. No ranking baiano, a localidade fica atrás apenas de Salvador, Camaçari, São Francisco do Conde, Feira de Santana e Vitória da Conquista. Em âmbito nacional, ocupa a 231ª colocação entre os 5.570 municípios brasileiros.
Cenário político e preferência eleitoral
Além da culinária e da música típicas do Sul, a política local também reflete essa conexão cultural através da preferência por candidatos de direita, em contraste com a hegemonia da esquerda na maior parte do estado. Em junho, o cenário foi marcado pela visita de Flávio Bolsonaro (PL) durante a edição da Bahia Farm Show, evento que também já recebeu passagens de Jair Bolsonaro (PL).
No primeiro turno do pleito mais recente, Flávio Bolsonaro obteve 62,03% dos votos na cidade, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou 32,51%. No segundo turno, o candidato da direita manteve a liderança com 61,60%, frente a 38,40% do petista.
Apesar da vantagem expressiva de Flávio na região, Lula ampliou sua base de eleitores entre os turnos, passando de 20.173 para 24.739 votos — um crescimento de 22,6%. Já o adversário subiu de 38.496 para 39.688 votos, alta de 3,1%. Nacionalmente, o petista venceu em 413 dos 417 municípios baianos, sendo derrotado em apenas quatro cidades: Luís Eduardo Magalhães, Buerarema, Itamaraju e Teixeira de Freitas.






