O setor cultural do Distrito Federal enfrentou um ano de fortes turbulências, marcado por restrições orçamentárias, suspensão de editais e intensas pressões de artistas e produtores locais.
Crises e bloqueios orçamentários em 2026
Logo após assumir a chefia do Executivo, Celina Leão (PP) cancelou a festa de aniversário de Brasília para remanejar recursos. Na ocasião, a governadora justificou: “Eu sentei com o secretário de Saúde, e nós remanejamos esse orçamento para contratação imediata de médicos para a atenção básica. Tenho certeza que a população do DF sabe a importância desse gesto”.
Além disso, a gestão passou por momentos críticos como o bloqueio temporário do Fundo de Apoio à Cultura, que paralisou o Edital nº 06/2026 por falta de verbas para contratar pareceristas, gerando um impasse estimado em quase R$ 1 milhão. O tradicional Festival de Brasília do Cinema Brasileiro também esteve ameaçado de cancelamento antes de o governo recuar e garantir o repasse financeiro após forte mobilização da categoria.
Planos para o próximo mandato
Para os próximos quatro anos, a prioridade da administração será restabelecer a estabilidade financeira e ampliar o acesso à arte em todas as regiões administrativas, conforme destacou a chefe do Executivo.
Sobre a futura composição da gestão, Celina Leão pontuou que “ainda não há um nome definido” para liderar a Secretaria de Cultura e Economia Criativa.
Ainda assim, a gestora assumiu compromissos públicos para o quadriênio que se inicia. “A partir de 2027, vamos intensificar as políticas culturais em todas as regiões do DF, fortalecer o Fundo de Apoio à Cultura e nossas bibliotecas. Também tenho o compromisso de entregar o Teatro Nacional Cláudio Santoro totalmente reformado à população”, afirmou.
A governadora também reconheceu os atritos recentes e prometeu manter canais abertos com os trabalhadores da área. “Cultura, para mim, é identidade. É o que dá alma à nossa cidade e também gera trabalho e renda. Entendo a preocupação do setor com os cortes e quero manter o diálogo com artistas e produtores para definir prioridades e ampliar as oportunidades. Queremos abrir mais portas para quem vive de arte, com crédito, apoio à formalização e um novo polo de economia criativa no Setor Comercial Sul”, concluiu.






